terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Don Juan Hollande!

(cartoon por Peter Brookes; "The Times")

François Hollande é a prova inequívoca de que o Poder é o afrodisíaco por excelência.

Burocrata inveterado, detentor do carisma de um boneco de trapos, Hollande é o derradeiro grito do Ipiranga de todos os xoninhas deste mundo. 

A aparência e sex appeal de um pinguim enfezado são colmatados pelas vestes do Poder. Se o “baixinho” Sarkozy ostentava Carla Bruni, Hollande não se fez de rogado e depois da carismática Ségolène Royal e da, até agora “Primeira-dama”, Valérie Trierweiler, juntou ao seu palmarés a bonita actriz Julie Gayet.


Hollande nunca se coibiu de adensar o lado dramático e novelesco dos seus affairs

A sensual (ex-jornalista) Trierweiler arrebatou Hollande enquanto se encontrava a fazer um acompanhamento exclusivo para a Paris Match do (politicamente) mediático casal Ségolène/ Hollande, numa espécie de “reality show” dos bastidores do Partido Socialista Francês – Qual dos pombinhos (à data) chegaria primeiro ao Eliseu…A história já se sabe, Ségolène perdeu nas duas frentes.


Valérie Trierweiler, no seu ar sedutor e triunfal com que entrou na residência presidencial, com direito a todas as mordomias de uma Primeira-Dama (algo nunca visto em França), nunca esperou ser relegada para segundo plano, sendo vítima do próprio veneno que havia aplicado a Ségolène…Curioso é que no decurso do esgotamento nervoso que levou à hospitalização de Trierweiler (afirmou em entrevista “quando soube da traição foi como se tivesse caído de um arranha-céus”), Ségolène foi uma das inesperadas visitas…Que terão conversado as duas “ex”? Vingança da primeira ou uma pequena conspiração em marcha contra Hollande? 



A título de curiosidade, sabiam que o site para adultos YouPorn.com fez uma aliciante proposta de $500.000 a Valérie para se tornar sua embaixadora e porta-voz? Segundo as palavras do vice-presidente do site, Brad Burns, citado pelo jornal Libération, o convite é genuíno e surge como uma forma de “elogiar/valorizar a atitude liberal da Europa em relação ao sexo”.

A novela de Gayet, que em tempos havia retratado Hollande como um “homem fascinante”, ganhou muitos adeptos com as incursões (pouco) anónimas de scooter pelas ruas de Paris do Presidente até à casa de sua amada. O sucesso foi tanto que se tornou num viral jogo online.


Não sabendo que futuros capítulos conhecerá o romance Hollande & Gayet, provável é que o presidente francês aproveite a sua estadia na Casa Branca para ver se, por outra obra do acaso, conseguirá conquistar a curvilínea Beyoncé para os Champs Elysées, sobretudo agora que o alegado romance com Obama foi desmentido pelo próprio paparazzo que lhe deu azo, referindo ter-se tratado de um mera piada (e só por acaso, só mesmo por acaso, o dito cujo também é gaulês).


Tecnocrata hábil mas politicamente desastroso e impopular, François Hollande arrisca-se a ficar na História da República Francesa como “Don Juan Hollande”, o Presidente Arrebata-Corações.

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