A
Turangra acaba de lançar uma campanha de angariação de bens para as
vítimas dos temporais nos Açores. O operador turístico açoriano irá encarregar-se do transporte dos bens
doados no continente para os Açores e da sua chegada célere a quem mais
precisa nas Ilhas de S. Miguel e Terceira.
Devido ao mau tempo que se tem vivido especialmente nestas ilhas, muitas famílias perderam todos os seus pertences.
A Turangra lança o apelo para todos ajudarmos estas
populações a retomar a sua vida normal, enviando-lhes
bens de primeira necessidade.
Bens aceites pela Turangra:Vestuário (adultos e crianças), roupa de cama, alimentos secos, conservas e enlatados.
Ponto de recolha em Lisboa: Avenida de Roma, 125-B
1700-346 Lisboa
Pontos de recolha nos Açores: São Miguel Portas do Mar - Loja nº 19
9500-152 Ponta Delgada
Terceira Carreira dos Cavalos, 47-A
9700-167 Angra do Heroismo
Graciosa Rua Jacinto Cândido, 4 - 6
9880-357 Santa Cruz da Graciosa
O horário para entrega dos donativos nos vários locais é:
09h00 - 12h30 / 14h30 - 18h00
A Turangra irá receber bens até dia 12 de Abril.
Para esclarecimento de qualquer dúvida ou informação complementar, os contactos são: anamatos@turangra.com 912 575 036
Sentado no bar de um dos principais
hotéis de Lisboa, tive por largos momentos “a companhia” de um pseudo-casal de
famosos, poucos anos mais novo do que eu.
Foi curioso, para não dizer
cómico, notar que por entre temas fúteis e fait-divers, o duo de pombinhos tratava-se por “você”.
Se já me causa bastante
estranheza este distanciamento no tratamento entre um casal mais velho, o que
dizer de dois jovens que ainda nem atingiram a barreira dos 30? Onde está a
paixão, a espontaneidade?
O tratamento recíproco por você
numa relação leva-me sempre a pensar…será que se tratam também desta maneira na
intimidade?
“Ó querido faça o amor comigo,
chame-me nomes”
“Você deixa-me louco, sua doida!”
"Ó querido faça aquela posição que eu gosto tanto"
Além de se perder o lado mais
selvagem, soa a dobragem de uma qualquer novela mexicana.
Pode ser que me engane e estes espécimes tenham na verdade uma espécie de botão de "Mode On / Mode Off", ficando o "tutear" reservado para actividades mais escaldantes...
O futebol deixou há muito de ser um
feudo só de homens. Há cada vez mais mulheres apaixonadas pelo desporto-rei,
sendo fanáticas no apoio às suas equipas e mesmo no prazer por jogar à bola.
Aquela máxima sexista, muito
pronuncianda pelos comentadores, do “colorido das caras bonitas nos estádios”,
é visão por demais simplista e quiçá ofensiva pela forma como muitas mulheres
vibram, emocionam-se e discutem as incidências do jogo.
Posto isto, e como nem todos têm
de gostar de futebol, é hilariante e por vezes motivo de pequenas tensões
quando vivemos com alguém que não entende a paixão que temos pelo jogo, a
dedicação que temos por uma equipa, pela selecção.
Não me considero um fanático mas
sou um ferrenho adepto do Benfica e gosto de ver um bom jogo de futebol.
Quando joga o meu clube ou a equipa
nacional é ver-me esbracejar, reclamar com os jogadores no estádio ou pior do
outro lado do ecrã…sim é verdade quantas vezes fazemos isto!
Emociono-me, zango-me, grito
quando marcamos um golo…e de vez em quando lá sai um palavrãozito no calor do
momento.
Para quem está por fora, são os
tais “22 maluquinhos a correr atrás de uma bola”. Mais divertido, porém, é
ouvir frases como “nem pareces o mesmo quando estás a ver futebol” ou “bolas,
assustaste-me!” (reacção ao nosso vibrar com um golo).
A que mais adoro, o “supra-sumo”
das críticas é “uma pessoa culta como tu a ficar chateada por causa de um jogo
de futebol, realmente!”… Hilariante!
No meu caso há outra paixão
desportiva que gera alguma incompreensão, a Fórmula 1, um desporto que
acompanho desde os primeiros anos de vida…mas isso fica para outro artigo ;)
Agora passo a palavra às
mulheres, àquelas que vibram com o futebol.
Quantas de vocês se deparam com o
fenómeno contrário? Ou seja quantas de vocês são as que “vivem” o futebol cujas
respectivas caras-metades não entendem a paixão? Quais as picardias mais
divertidas ou “recados” que geralmente ouvem?
Os Iron Maiden, lendária banda britânica de
Heavy metal, lançaram a sua própria cerveja denominada “Trooper” em parceria
com a cervejeira Robinsons, criadora, entre outras, da reputada “Old Tom”.
Bruce
Dickinson, vocalista da banda, foi um dos principais impulsionadores da criação
da "Trooper", em alusão a um dos sucessos da banda, tendo acompanhado
todas as etapas do processo de fabrico nas instalações da Robinsons em Stockport, Reino Unido.
Segundo o site a "Trooper" é uma cerveja marcante, sendo que os "sabores de malte e notas cítricas de uma mistura única dos lúpulos
Bobec, Goldings e Cascade dominam esta 'golden ale' com uma marca subtil
de limão"
Os Iron Maiden juntam-se assim na “tradição cervejeira” a
outros pesos pesados da música como osAC/DC (“Back In Black”), Rolling Stones
(“Rolling Up”) os Pearl Jam (“Twenty”) e os Kiss (“Destroyer Beer”) que já detinham
a sua própria marca, prova de que o álcool e o rock podem, por vezes, ser bons
aliados.
Cavaco Silva saiu à rua na semana passada. Agora
ficámos a saber, pela sábia voz do Professor Marcelo, que “Cavaco é herbívoro,
não carnívoro. Ele come erva, não come carne" (referindo-se à
interpretação minimalista de Cavaco dos poderes que lhe são conferidos pela
Constituição)
O homem diz que chega a trabalhar 12 horas por dia e fazem
manchete pelo facto de abrir a boca…depois de meses de hibernação! Não
satisfeitos ainda lhe chamam nomes!
A laia desta gente! Cambada de ingratos!
Digam-me lá que Presidente, para além do nosso, sabe
comer Bolo-Rei como se estivesse naqueles concursos americanos de enfardar
prato atrás de prato! Nem o Obama lá vai!
Num país em profunda recessão, onde banqueiros e
políticos praticam crimes e debitam alarvidades (não esquecer os …cof
cof…consultores) temos um Presidente caseirinho que prefere não opinar,
pactuando em silêncio com este suicídio colectivo.
É o regabofe total, o salve-se quem puder geral nesta
anedota de país em que se tornou Portugal.
António Borges, o designado
Consultor do Governo para as Privatizações, afirma que face “ a uma taxa de
desemprego superior a 17% (…) O ideal era que os salários descessem como
aconteceu noutros países como solução imediata".
António ou melhor Azedume
Borges é o cão de guarda do Governo pago principescamente com o dinheiro dos
contribuintes. O designado Consultor do Governo para as Privatizações (curioso
que nesta matéria pouco o vejo falar) tem uma predileção especial por opinar
sobre tudo e mais um par de botas, acorrendo sempre em auxílio da sua dama indefesa.
A afirmação, feita numa entrevista à Rádio Renascença,
vem no seguimento das polémicas declarações de Passos Coelho no debate quinzenal
na Assembleia da República.
Questionado sobre o aumento do salário mínimo, o primeiro-ministro
respondeu que quando um país enfrenta um nível elevado de desemprego, “a
medida mais sensata que se pode tomar é exactamente a oposta”, dando como
exemplo o que sucedeu na Irlanda em 2010…É um facto o salário mínimo foi
reduzido…de €1462 para €1283 mensais, contrastando com os nossos míseros €485.
Elucidativo!
Mas quem é Azedume Borges, o
consultor de ar maléfico que debita alarvidades com o anuência silênciosa do
Governo?
Doutorado em Economia e
Professor Catedrático, a dimensão e peso do seu currículo apenas são comparáveis
à magnitude do chorrilho de disparates que vem colecionando,
Borges foi Vice-Presidente
do Banco de Portugal, Director do FMI para a Europa, membro do Conselho de Administração
do mal fadado Goldman Sachs como especialista em fundos de investimento de alto
risco, entre tantos outros.
Este verdadeiro arauto da
desgraça já em Junho havia defendido a redução do salário mínimo.
Não sendo a minha formação em Economia, questiono-me
como é que uma economia periférica como a nossa, onde o mercado interno é
nuclear e a exportação reduzida a alguns nichos, pode tornar-se competitiva com
a redução dos vencimentos e subsequente redução do poder de compra dos seus
cidadãos? Não será a receita exactamente a contrária? Isto já para não falar na
castradora tributação fiscal.
Será que a espiral recessiva em que nos encontramos,
os vergonhosos 17% de desemprego não querem dizer senão que nos encontramos num
interminável ciclo vicioso – Diminuição Salários - Redução Poder de Consumo –
Redução Consumo – Quebra Produtividade – Falta de Investimento - Falências –
Desemprego!
Anedótico o facto da corja que nos governa rejubilar-se
com o maior equilíbrio da balança comercial quando esta é feita pela vertente
da redução das importações pela diminuição do consumo e não pelo aumento, senão
marginal, das exportações.
Enquanto vamos trilhando este penoso
caminho sem fim à vista, temos que encontrar alguns motivos para rir.
Deixo-vos comum vídeo montado pela SIC Notícias sobre o histórico das polémicas declarações de António Borges.
Chamo a vossa atenção para oidiótico ar embasbacado, quando foi literalmente encurralado por um jornalista da BBC a propósito da viabilidade e transparência doshedge funds (fundos de investimento de alto risco).