quarta-feira, 12 de junho de 2013

Serei Ilhéu?



Ilha da Boa Vista,  06 de Junho de 2013

O meu avô paterno nasceu no Fogo, Cabo Verde, a minha avó na Graciosa (Açores), até o meu pai nasceu no Funchal, no tempo em que um juiz andava constantemente de terra em terra.


Não sei se isso fará de mim um ilhéu mas o que é certo é que sempre que estou numa ilha apaixono-me pelos seus silêncios e tranquilidade.


Já não posso com a confusão das grandes cidades. Amo Lisboa mas o seu ritmo diário consome-nos. 


Agora em Cabo Verde (Boavista) a usufruir de um merecido descanso sinto renovar-me mais uma vez.


Estar rodeado pelo mar, ouvir o quebrar das ondas, a melodia do vento preenche-me em cada estadia. Nunca senti que não conseguiria lidar com a insularidade, não é algo que me assuste.


Lanzarote, por exemplo, seria um local perfeito para viver no seu clima ameno, na profusão de paisagens únicas e cultura viva.


Não sei se serei ilhéu mas neste momento sinto-me em paz.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Resorteiros Crónicos


Ilha da Boavista, 3 de Junho de 2013


Nunca percebi as pessoas que vão para um paradisíaco destino de praia e depois passam todo o tempo na piscina do hotel. 


Tanques há em qualquer lado, agora praias deslumbrantes como as de Chaves e Santa Mónica na Ilha da Boa Vista são por certo um crime não aproveitar.


Águas mornas de um apaixonante azul-turquesa, um areal sem fim de grãos finos, um sol que nos primeiros dias se mostrou tímido mas que depois resplandeceu em toda a sua beleza…Trocar isso por um tanque rodeado de gente sôfrega a comer e a beber é coisa que não entendo. Neste aspecto, parabéns aos portugueses. Pela piscina ficavam sobretudo os ingleses e os “merkels”, conhecidos pela beleza das suas praias de perder de vista….! Irónico não?


A isto juntemos aquelas pessoas que simplesmente não saem do resort. Podem até ter viajado muito mas pouco têm para contar. 


Exceptuando aqueles que por alguma limitação de diversa ordem não o podem fazer, estar num país diferente sem conhecer as suas gentes, as suas terras e a sua cultura é como abrir um livro e ficarmo-nos pelo prefácio.


Parafraseando a guia que nos recebeu “as pessoas que não saem do resort não podem depois ir dizer que conhecem a Boa Vista. Conhecem um hotel de uma cadeia internacional mas não conhecem a Boa Vista”. 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Chinfrineira Aérea




Lisboa - Ilha da Boa Vista, 1 de Junho de 2013

Deixei Lisboa rumo ao sol da Boa Vista depois de uma semana infernal de trabalho mas o verdadeiro inferno foi no percurso até lá. 


O voo foi um autêntico coro desafinado de crianças em choros e gritarias estridentes. Nunca havia estado com tantos bebés no mesmo voo. Com 4 horas de viagem pela frente o terror estava instalado.


Isto leva-me à questão…É responsável ou até legítimo deixar embarcar crianças tão pequenas num voo tão longo? Não deverá haver uma idade mínima para viajar?


Para as crianças em tão tenra idade é por certo uma tortura estarem confinadas tantas horas a um espaço tão reduzido. A isto temos que juntar os nefastos efeitos que as mudanças de pressão devida à altitude têm sobre o organismo, sobretudo em corpos ainda tão vulneráveis. 


Para os restantes passageiros é um verdadeiro tormento serem sujeitos a esta sonora “terapia de choque”, um castigo que por certo não merecem.



Os papás dos petizes não se parecem preocupar muito, sobretudo os casais mais velhos. 


Recordo-me que os meus pais só me começaram a levar a mim e às minhas irmãs já tínhamos todos bastante autonomia.


Ter um filho implica certos sacrifícios, responsabilidades. Não é justo estarmos a azucrinar as restantes pessoas só porque decidimos ser egoístas. Esperem 4 ou 5 anos, o mundo não foge!


Pela minha parte o resultado saldou-se numa dor de cabeça à chegada.


A título de curiosidade...Depois do avião ter aterrado instalou-se um certo silêncio (fora a música de fundo). Por momentos estive tentado a elogiar a evolução dos portugueses em ceder à tentação da parolice das palmas. Uma ou outra tentativa tímida mas parecia não haver mais do que isso…até que…ocorreu uma verdadeira sessão de “palmadaria”! Tardou mas lá fez a sua aparência…Se eu encontro a alminha que deu início à “moda” não me esquecerei de brindá-lo com uma valente sova de palmas! 

domingo, 9 de junho de 2013

A Cabana em Cabo Verde


Regressado de Cabo Verde depois de uma semana de sol e praia, deparei-me com uma Lisboa fria e cinzenta mas com duas semanas de férias ainda pela frente há que manter o espírito em alta e encontrar formas de contornar este Inverno fora de temporada.

Nos próximos dias vou deixar-vos alguns dos textos que escrevi no calor da Ilha da Boa Vista. Para inspirar-me nada como o som do mar e o vislumbre das ondas a bater...até encontrei uma "filial" da Cabana de Paraíso, a precisar de umas obras de restauro é certo! Beijos e abraços.


terça-feira, 28 de maio de 2013

Heil...Chaleira?!



Já tínhamos ouvido falar da cara de Jesus numa mancha na parede ou no rosto de Bob Marley numa torrada mas esta do Hitler ter virado chaleira é novidade.

Na base deste fenómeno está um cartaz publicitário gigante junto à autoestrada interestadual 405 em Culver, Los Angeles, que captou a atenção dos condutores. Surpreendidos com um supersized Herr Fuhrer dispararam a partilhar a imagem nas redes sociais, tornando-o a viral.

O cartaz é alusivo à JCPenney uma cadeia de lojas a retalho que decidiu promover um dos seus artigos para cozinha, uma nova chaleira em aço inoxidável, de forma bem expansiva.

Olhando para a imagem facilmente reconhecemos os traços fisionómicos do ditador alemão em plena saudação nazi. 

Apesar da marca ainda não se ter pronunciado, estou certo de que mais do que uma mera coincidência ou de uma peculiar ilusão de óptica estamos perante uma arrojada e surpreendente estratégia de marketing. 

Golpe de Génio ou mau gosto?


Fonte: Huffington Post

domingo, 26 de maio de 2013

Unissexo ou Feminino?



Será só impressão minha ou é cada vez mais difícil distinguir a roupa de homem da de mulher?


Não sendo um entendido em moda, que efectivamente não sou, percebo que se avance para uma certa padronização e que o conceito unissexo seja cada vez mais uma constante mas por vezes parece um pouco forçado.


Se as mulheres progressivamente, ao longo das décadas, foram avançando para peças, então por tradição, masculinas como o fato, o blazer e as próprias calças (e diga-se ainda bem), agora são os homens que parecem procurar o direito a reivindicar para si peças do inventário feminino. Falemos dos lenços, das echarpes, das malas, das pulseiras e anéis, sem esquecer os próprios padrões e cores como o rosa choque, o verde alface, o roxo, os néones, os padrões florais, entre outros.


Nas grandes cadeias de roupa mainstream com a H&M, a Zara, a Pull & Bear só nos apercebemos de que determinada peça é para o género masculino ou feminino porque as marcas optam por dividir a loja em secções, caso contrário o exercício seria quase impossível…e mesmo assim perguntamo-nos se determinado vestuário não terá lá ido parar por engano.


Obviamente que este fenómeno para mim é completamente indiferente e acho que as pessoas devem simplesmente vestir o que querem…Pronto ok, não exageremos, por vezes deparamo-nos com autênticos números de circo mas ainda assim é um direito que assiste a cada um.




Finalizando, e sendo isto uma sugestão e não uma crítica, direi que talvez, um dia destes, as marcas tenham que pôr um sinal como nos balneários para identificar as diferentes secções.