sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A Casa do Bacalhau - A Tradição Mora em Lisboa



Fui conhecer A Casa do Bacalhau, no Beato, uma experiência que definiria quase como uma viagem no tempo aos nossos sabores ancestrais e a um conceito de restaurante tradicional, que por meio da panóplia de restaurantes de sushi e das múltiplas cozinhas de fusão pensamos já não existir em Lisboa.

Na Casa do Bacalhau, respira-se tradição, portugalidade, que começa na concepção do espaço, passando pela simpatia genuína de quem nos serve, pelas fotos que ilustram as paredes e na qualidade dos ingredientes, onde o bacalhau impera sobre as demais opções.



Pouco depois de nos termos sentado fomos brindados com os deliciosos pasteis acabadinhos de fazer. Entre as mil e uma maneiras de confeccionar bacalhau que surgem na ementa, decidi optar por uma das especialidades da casa, na Cataplana com ameijoas do Algarve. Se o aroma nos surpreende, o sabor arrebate-nos. O bacalhau alto como se quer e composto por suaves lascas, evidencia uma qualidade não fácil de se encontrar.

A Carmen escolheu um saboroso Bacalhau com natas e camarão.


Palato e estomago satisfeitos, não resisti ainda assim a experimentar as sobresmesas. Mousse de chocolate belga como uma bola de gelado e o creme rico queimado confirmaram os seus predicados. O remate perfeito para tão agradável refeição. 


Tomado o café despedi-me de quem nos serviu com a promessa de voltar. Se A Casa do Bacalhau é aquele sítio onde nos imaginamos a almoçar com os nosso avôs, é também aquele ao qual queremos levar alguém para o honrarmos com o melhor da nossa gastronomia e da arte de bem-servir.



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Passatempo "Gungunhana - O Último Rei de Moçambique"


É chegado o momento de premiar os leitores que me têm seguido ao longo deste primeiro ano com um passatempo e nada melhor do que começar com um livro que narra um dos episódios mais marcantes do Portugal Colonial no século XIX.

A Cabana do Paraíso em parceria com a Esfera dos Livros tem para oferecer “Gungunhana”, o último romance de Manuel Ricardo Miranda. Para participar tem de:

1. Ser seguidor registado no blog A Cabana do Paraíso.
2. Ser seguidor da página A Cabana do Paraíso no Facebook.
3. Ser seguidor da página A Esfera dos Livros no Facebook.
4. Deixar o seu nome (nome de utilizador Google ad) e respectivo e-mail para que posteriormente o possamos contactar.
O passatempo começa no dia 21 de Novembro e termina no dia 05 de Dezembro. O resultado será comunicado no dia 07 de Dezembro em simultâneo no blog A Cabana do Paraíso e na página do blog no Facebook.
O sorteio será feito através do sistema Random.org (apenas serão consideradas as participações que tenham seguido todos os procedimentos acima referidos).
Boa sorte a todos!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

"Bienvenidos a Merijuana!"


A escuderia britânica Mclaren, procurando capitalizar o apoio ao piloto Sergio Perez, hasteou uma bandeira mexicana num dos seus postos de venda no Grande Prémio de Austin, Texas (EUA). O problema é que bandeira tricolor ostentava uma inusitada folha de cannabis ao centro..."Bienvenidos a Merijuana!"

A marca tem-se desdobrado em 1001 pedidos de desculpa, depois da queixa apresentada pelo consulado Méxicano na região, tendo afirmando que o lamentável erro se deveu à falha de um fornecedor subcontratado para o efeito que em nada representa a Mclaren.

Pedidos de desculpa à parte, o certo é que incómodos "lapsos" como este, de troca de bandeiras ou de hinos,  têm teimado em repetir-se, ganhando um mediatismo instantâneo face à força redes sociais.

 
Toda a gente está por certo recordado das bandeiras portuguesas "made in china" com os "lusitanos" pagodes ou do polémico incidente com a troca das bandeiras norte-coreanas pelas do Sul nos Jogos Olímpicos de Londres.


Entrando numa pseudo teoria de conspiração...e se o erro tivesse sido propositado. Teria sido esta uma afirmação política numa alusão aos violentos carteis de droga mexicanos? Um apoio camuflado à despenalização da marijuana para fins terapêuticos que tem ganho apoiantes num cada vez maior número de Estados Federados? Ou simplesmente, numa toada mais jocosa, uma crítica à notória falta de cultura geral do americano médio?

domingo, 17 de novembro de 2013

O Poder de um Aperto de Mão



Um bom aperto de mão é um óptimo cartão-de-visita e uma demonstração instantânea de firmeza e assertividade. Se pode ser pernicioso limitarmo-nos às primeiras impressões, não é de todo menos importante transmitirmos uma aura de confiança no primeiro contacto.

Nisto não poderia ser menos directo. Abomino um aperto de mão molengão, dado sem qualquer convicção, quase que a medo, isto seja um homem ou uma mulher. 

Quer seja numa entrevista de trabalho, quer quando celebramos o negócio ou simplesmente conhecemos alguém na nossa vida pessoal ou profissional, é fundamental transmitirmos uma boa primeira impressão. Por vezes é a razão que faz alguém querer conhecer-nos melhor ou simplesmente perder de imediato o interesse.

Ao contrário do que também alguns fazem, ter um aperto de mão assertivo, não é uma questão de força mas de firmeza e de postura. À mão inerte (o “limp fish”) não deverá nunca substituir-se o handcrusher.

A forma como damos um aperto de mão revela mais sobre nós do que muitos talvez suspeitem. Um aperto de mão firme, acompanhado da postura física correcta e de contacto visual é um  aliado fundamental quer queiramos conquistar um novo negócio ou simplesmente agradar a alguém. É desde logo uma demonstração de respeito.

Perguntem a uma mulher qual a sua reacção quando se deparam com um homem com um aperto de mão mole, é meio caminho andado para receberem de volta um…”o meu nº de telefone? Ah claro…acho que vem na lista…Então até sempre!”

Em jeito de remate, um pequeno conselho. Nesta roda-viva a que chamamos dia-a-dia, a velocidade vertiginosa a que nos movemos obriga-nos a uma postura permanente de coerência e assertividade, medida nos mais pequenos gesto e comportamentos. E porque ninguém quer ficar a “segurar mãos”, deixe lá o “peixe morto” em casa da próxima vez que der um passou-bem.

Aqui segue uma ilustação para os mais desatentos (apesar da legenda, também aplicável a mulheres...)



sábado, 16 de novembro de 2013

PERVERSÃO.COM - É FAVOR DENUNCIAR!



Vivemos num mundo absolutamente doente. A perversão, o ignóbil, o maquiavélico de que sempre padeceu a humanidade ganharam um novo veículo através da internet e das redes sociais, sobretudo através de um submundo obscuro mais conhecido por Deep WEB, um gigantesco universo paralelo onde é possível comprar armas, drogas, órgãos humanos, servos sexuais, assistir a lutas até à morte, alimentar a circulação de hediondas perversões como a pedofilia e o canibalismo.

Mas para lá deste submundo dantesco, apenas ao alcance de uma sinistra minoria, escondido sob uma teia imaginável de falsos sites, níveis de segurança e IPs, é possível depararmo-nos com um autêntico manancial de comportamentos e ofertas desviantes acessíveis ao comum dos utilizadores.

Nas redes sociais abundam os predadores sexuais e outros abusadores sempre à caça das mais incautas vítimas. Multiplicam-se os grupos e fóruns de discussão de movimentos extremistas, de índole racista ou xenófoba.  É cada vez maior a intolerância nos fóruns online sobretudo quando os temas são mais fracturantes casos da religião, política, sexualidade ou por vezes (e cada vez mais) do desporto.

Ora nesta perversão online à distância do clique foi agora descoberto à venda num website chinês uma sex doll com a aparência de uma criança de 9 ou 10 anos.

O anúncio, inserido na mega plataforma de vendas online chinesa DHgate, anuncia com toda a ligeireza “beautiful young girl sex doll for men”, disponível para a venda em todo o mundo pelo preço de 178 dólares.



Não bastante esta descrição abjecta, acompanhada de fotos, temos ainda um leque de instruções bastante pictórico que dá conta da alta flexibilidade da boneca bem como dos “três buracos que podem ser usados”.

Apesar das várias manifestações de repulsa e de um manifesto online, a boneca continua à venda, totalmente às claras, no preciso momento em que estou a escrever este texto, conforme podem verificar por vocês mesmos…


Bem-vindos à PERVERSÃO.COM … É FAVOR DENUNCIAR!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O Último Caso de Poirot


It is the brain, the little gray cells on which one must rely. One must seek the truth within not without."
Esta é uma das frases mais marcantes de Hercule Poirot, o ímpar detective belga criado pela mente fascinante de Agatha Christie. Hoje irá para o ar no canal britânico ITV o último episódio da série televisiva que marcou gerações ao longo de 25 anos e que nos levou a identificar o actor britânico David Suchet e o mítico personagem como um só.
Confesso que perdi o rumo à série há alguns anos, dado que em Portugal apenas temos sido presenteados com a reposição de episódios mais antigos mas recordo-me com saudade das tardes de fim-de-semana em que acompanhávamos na RTP o infalível detective belga nas suas intrépidas buscas e desafiantes congeminações que acabavam normalmente com uma sala rodeada de ilustres convidados (e potenciais culpados) que acompanhavam temerosos as surpreendentes e entusiasmantes deambulações de Poirot até ao veredicto final.

No último episódio a passar esta noite adaptado do livro “Cortina – O Último Caso de Poirot ”, deparamo-nos com um Poirot debilitado, preso a uma cadeira de rodas mas com toda a destreza e ligeireza de pensamento a que sempre nos habituou.
Questionado sobre o fim da série, que o próprio actor reconhece como o papel de uma vida, David Suchet revela que não enjeitaria uma nova oportunidade de encarnar o personagem, em particular no cinema onde nunca teve a possibilidade de desempenhar o papel.

Au revoir Poirot!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Parabéns Ondjaki - Prémio José Saramago


Parabéns Ondjaki, merecido vencedor do Prémio José Saramago 2013 pelo fabuloso romance "Os Transparentes". Imperdível!

Deixo-vos com uma extraordinária passagem de "Os Transparentes", uma caricatura ao actual panorama de Angola mas como Ondjaki afirma “a ser recebido em qualquer parte do Mundo como uma pequena reflexão sobre a afectividade humana e a desigualdade social”:

"Transparentes somos todos nós. Qualquer cidadão, hoje em dia, é um transparente. Nós somos convocados para alguns momentos eleitorais e aí somos úteis e temos corpo e depois somos ignorados por quatro anos até às próximas eleições. Os transparentes são os cidadãos do mundo…"

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Um Feliz Natal Comercial 2013



De forma meio envergonhada os anúncios de Natal já vinham fazendo a sua aparição mas mal dispararam as primeiras horas de Novembro e o burburinho virou som ambiente. Bem-vindos ao Natal Comercial 2013!

O Natal é sem dúvida uma das minhas épocas preferidas do ano. No meio de muita hipocrisia encapotada e da febre consumista consegue ainda assim descobrir-se a magia do espírito natalício. Uma renovada lufada de bondade e fraternidade que preenche os nossos corações num dos meses mais frios do ano.

Hoje Lisboa (e por certo o resto do País) acordou numa mini-Lapónia, tantos eram os pais natais, renas e pinheiros que foram surgindo ao longo do dia. 

Montam-se as decorações de rua, embelezam-se as montras, anunciam-se as primeiras promoções. Primeiro sinal surgiu na rádio com um anúncio de eletrodomésticos. Nas grandes superfícies já está (quase) tudo montado, nem faltam os sacos temáticos.

O poder de compra esse está mais depauperado do que um pinheiro de Natal por alturas de Janeiro mas as prendas continuarão a ser o ponto alto da consoada de muitos lares, porque a carteira serve muitas vezes de de veículo de desculpas, de forma de compensação.

Não serei hipócrita ao ponto de dizer que não gosto de receber prendas, quem não gosta? Mas cabe a cada um de nós dizer e sobretudo demonstrar que o Natal é muito mais do que isso.