(cartoon por Peter Brookes; "The Times")
François Hollande é a prova inequívoca de que o Poder é o afrodisíaco por
excelência.
Burocrata inveterado, detentor do carisma de um boneco de trapos, Hollande
é o derradeiro grito do Ipiranga de todos os xoninhas deste mundo.
A aparência e sex appeal de um
pinguim enfezado são colmatados pelas vestes do Poder. Se o “baixinho”
Sarkozy ostentava Carla Bruni, Hollande não se fez de rogado e depois da
carismática Ségolène Royal e da, até agora “Primeira-dama”, Valérie Trierweiler,
juntou ao seu palmarés a bonita actriz Julie Gayet.
Hollande nunca se coibiu de adensar o lado dramático e novelesco dos seus affairs.
A sensual (ex-jornalista) Trierweiler arrebatou Hollande enquanto se
encontrava a fazer um acompanhamento exclusivo para a Paris Match do (politicamente)
mediático casal Ségolène/ Hollande, numa espécie de “reality show” dos bastidores do Partido Socialista Francês – Qual
dos pombinhos (à data) chegaria primeiro ao Eliseu…A história já se sabe,
Ségolène perdeu nas duas frentes.
Valérie Trierweiler, no seu ar sedutor e triunfal com que entrou na
residência presidencial, com direito a todas as mordomias de uma Primeira-Dama
(algo nunca visto em França), nunca esperou ser relegada para segundo plano,
sendo vítima do próprio veneno que havia aplicado a Ségolène…Curioso é que no
decurso do esgotamento nervoso que levou à hospitalização de Trierweiler
(afirmou em entrevista “quando soube da traição foi como se tivesse caído de um
arranha-céus”), Ségolène foi uma das inesperadas visitas…Que terão conversado
as duas “ex”? Vingança da primeira ou uma pequena conspiração em marcha contra
Hollande?
A título de curiosidade, sabiam que o site
para adultos YouPorn.com fez uma aliciante proposta de $500.000 a Valérie para
se tornar sua embaixadora e porta-voz? Segundo as palavras do vice-presidente
do site, Brad Burns, citado pelo
jornal Libération, o convite é genuíno e surge como uma forma de
“elogiar/valorizar a atitude liberal da Europa em relação ao sexo”.
A novela de Gayet, que em tempos havia retratado Hollande como um “homem
fascinante”, ganhou muitos adeptos com as incursões (pouco) anónimas de scooter
pelas ruas de Paris do Presidente até à casa de sua amada. O sucesso foi tanto
que se tornou num viral jogo online.
Não sabendo que futuros capítulos conhecerá o romance Hollande & Gayet,
provável é que o presidente francês aproveite a sua estadia na Casa Branca para
ver se, por outra obra do acaso, conseguirá conquistar a curvilínea Beyoncé
para os Champs Elysées, sobretudo
agora que o alegado romance com Obama foi desmentido pelo próprio paparazzo que lhe deu azo, referindo
ter-se tratado de um mera piada (e só por acaso, só mesmo por acaso, o dito
cujo também é gaulês).
Tecnocrata hábil mas politicamente desastroso e impopular, François
Hollande arrisca-se a ficar na História da República Francesa como “Don Juan
Hollande”, o Presidente Arrebata-Corações.