segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A Sexta-Feira do Nosso Descontentamento!


Milhares de pessoas desesperam junto a um gradeamento, a uma barreira… O espaço é inexistente, o ar rarefeito! Homens, mulheres e crianças comprimem-se em poucos metros, deixando escapar gritos de dor, de desespero…A esperança reside a escassos metros, a espera pode estar a terminar mas nem todos vão chegar ilesos ou sequer chegar ao seu destino!...Silêncio, as portas abrem, a multidão corre desenfreadamente, é diminuto o espaço onde poucos se atropelam e gladiam rumo à esperança de uma nova vida…Foi assim esta sexta-feira em que milhares de refugiados sírios, esses fundamentalistas e inimigos da liberdade, irromperam junto às grandes superfícies comerciais nos Estados Unidos…Perdão?! Pode repetir isso outra vez?! Hmmm, peço desculpa, afinal não são refugiados escapando à barbárie, fintando a morte em busca da liberdade, mas sim hordas de consumidores desenfreados, lutando entre si, sem pejo de pisar aqueles que caem por terra, tudo na ansia de deitar as mãos a um novo ecrã plasma, smartphone, electrodomésticos ou roupa de marca a preços infinitamente (ou aparentemente) mais reduzidos do que o seu custo normal de venda….Bem-vindos à Black Friday, o dia em que a humanidade (ou melhor os norte-americanos) mostram o pior da existência humana, se é que assim podemos considera-lo!


Batalhas campais tomam espaço entre prateleiras e artigos em exposição…Funcionários, seguranças e polícias mostram-se impotentes para controlar os inacreditavelmente violentos energúmenos, sexo, classe social e idade não discriminando, capazes de tudo por uma pechincha. Punhos, tasers, armas brancas e de fogo, tudo vale nesta corrida contra o tempo! 


Detidos, feridos e mortos…sim há casos para contar, são contabilizados numa triste estatística que todos os anos se repete desde que a mítica Black Friday (terá sido nos anos 90 em Filadélfia) foi criada, assinalando o primeiro dia de compras de Natal após, imagine-se a ironia, o dia de Acção de Graças. 


A “tradição” vem-se alargando a outros países e geografias, sendo que Portugal já faz parte do registo, felizmente, pelo menos por enquanto, sem as trágicas e infelizes consequências que vemos na Home of the Brave and Land of the Free!

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Resultado Passatempo "Assim Se Pariu o Brasil"


Parabéns à Mariana Marques que se inscreveu em 54º lugar e é a vencedora do passatempo "Assim Se Pariu o Brasil", livro editado pelas Edições Saída de Emergência, será contactada por email.

A todos os restantes, obrigado pela participação, novidades para breve!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Passatempo "ASSIM SE PARIU O BRASIL"


A Cabana do Paraíso em parceria com a Edições Saída de Emergência tem para oferecer o livro "Assim se Pariu o Brasil" do jornalista e escritor Pedro Almeida Vieira. Numa prosa culta mas cheia de humor, Pedro Almeida Vieira mostra como um rato (Portugal), pariu uma montanha (o Brasil). Com ilustrações de Enio Squeff, a obra relata 25 episódios fundamentais da História do Brasil quando este era a mais rica colónia portuguesa.


Há mais de 500 anos houve um pequeno povo, oriundo de um minúsculo pedaço da Europa, que descobriu um pedaço da costa sul-americana. E depois mandou para lá mais naus. E mais gentes. Por lá atacou índios e foi atacado por eles, procriou com índias, trouxe negros de África, procriou com negras, mandou jesuítas pregarem terra adentro, meteu-se em cultivos e garimpos, explorou o sertão, navegou por rios parecidos com o mar. Ainda lidou com a cobiça de outros países europeus sedentos em filar o seu quinhão. Tudo isso só poderia resultar em sangue e crueldade, porém bem misturado com coragem e sagacidade.

Para participar tem de:

1. Ser seguidor registado no blog A Cabana do Paraíso.

2. Ser seguidor da página A Cabana do Paraíso no Facebook.

3. Ser seguidor da página Edições Saída de Emergência no Facebook.

4. Preencher o formulário abaixo. 

O passatempo começa no dia 9 de Novembro e termina no dia 23 de Novembro. O resultado será comunicado no dia 24 de Novembro em simultâneo no blog A Cabana do Paraíso e na página do blog no Facebook. O sorteio será feito através do sistema Random.org.




terça-feira, 13 de outubro de 2015

Poor Aunt Jen...Only in America!


Sôtor juiz, então não é que o sacana do puto, meu rico sobrinho que eu adoro do fundo do coração, saltou-me para o colo, caí e lá se me partiu o pulso! E agora o que vai ser da minha vida! É que o sôtor juiz sabe, vivo em Manhattan, e aquilo é mais atafulhado que Nova Deli, tudo a empurrar-se e tal, o meu pulso não aguenta...Pior estive numa festa no outro dia e nem tinha força para segurar o meu prato de acepipes! 


Ó Sôtor juiz que eu seja cega, surda e muda se não amo o raio do rapaz e sua mãezinha, que Deus a tenha no Céu, mas isto causa muito transtorno! Aquele matulão deu-me cabo da vida! 127.000 Dólares e não se fala mais nisso que eu tenho uma estima pelo meu sobrinho, nem lhe conto! (Permita-se ao autor deste blog um certo exagero mas segundo noticia a imprensa esta versão não estará assim tão longe da original).



Jennifer Connell, uma nova-iorquina de 54 anos, gestora de recursos humanos (May God have mercy on their souls!), decidiu processar o sobrinho de 12 anos por alegadamente o mesmo lhe ter provocado uma fractura no pulso há 4 anos atrás, na festa do seu 8º aniversário, quando se atirou apaixonadamente para os braços da tia. Vociferando uns violentos "Auntie Jen, I Love You!", segundo a própria, a alegria do petiz em ver a tia terá levado a que a mesma se tenha desequilibrado com o resultado já sabido. 

Ora a pobre tia, gentil espírito que entre nos vagueia, gritando aos sete ventos o quanto ama o sobrinho, reclama que a criança deva ser responsabilizada pelos seus actos e a indemnize em 127.000 dólares…Coisa pouco portanto e nada que o amor não pague!



Este estafermo, à falta de melhor termo, para além do absurdo e inumanidade de toda a situação, nem sequer refreou os seus desejos por dinheiro fácil (quiçá para contratar alguém que lhe segure no prato nas festas) tendo em conta que o “vândalo” do sobrinho perdeu à mãe há 2 anos. 

Em qualquer país dito civilizado este caso cairia por certo no esquecimento ou na galhofa generalizada mas nos Estados Unidos tudo se pode esperar….Ah e já me esquecia, a Playboy vai deixar de ter gajas nuas! Mundo cruel, o apocalipse está próximo!


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Diesel Wars - The Empire Pollutes Back!


(BY JEFF DARCY, THE CLEVELAND PLAIN DEALER)

Quando ai são desconhecidas as reais dimensões do escândalo do nível falseado de emissões tóxicas nos veículos a diesel que abalou a VW e o mercado automóvel, deixo-vos com um toque de humor inteligente mas efectivo no vídeo-protesto divulgado pela Greenpeace. 



segunda-feira, 10 de agosto de 2015

À Séria?! À Séria…A Sério?!


Uma das “expressões” que tem ganho cada vez maior espaço na comunicação diária mas igualmente nos média, com o que isso tem de condenável, é o “À séria”.

Mas afinal o que é “À Séria”? De que local recôndito surgiu esta infeliz expressão que se tornou, utilizando um termo tão em voga, viral? 

À séria é um artifício de linguagem que surgiu como tantas outras expressões num contexto mais informal, das conversas de café às de amigos, sobretudo entre um público mais jovem…Para esse fim, nesse cenário, concedo que seja admissível, apesar da estridente dor que me perturba os ouvidos sempre que ouço um “séria”, é algo que me faz quase tanta confusão como o substantivar do “comer” ou os inarráveis “prontos e atão”.

Admitindo, ainda que com muitas reticências (Mesmo MUITAS), empregar o “à séria” num tom mais coloquial, transportar o mesmo para um ambiente mais informal, para negociações e documentos de trabalho ou plasmado nas diversas plataformas utilizadas como veículos pela comunicação social é algo que não consigo aceitar e demonstra uma enorme mediocridade e facilitismo num país que parece deixar de querer “saber falar ”.

É caso para dizer… “À Séria que me irrita À seria”…A sério!

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Caracol e os Assassinos de Esplanada!


Ya, tipo, tás a ver, bute salvar os caracóis, ganda cena! Ya, esses assassinos tipo da esplanada de copo na mão, bueda fatela!

"Gostava de ser cozido vivo? Ele também não". Ora aí está lançado o mote da campanha de sensibilização promovida pelo grupo Acção Directa - Libertação Animal em prol do veganismo.

Ora estes pretensos activistas declararam luta à “cultura” do pires e imperial…”Estes animais sentem e por tal sofrem nas circunstâncias em que são instrumentalizados apenas para satisfazer o palato de quem os procura como petisco!”… Nobre causa…sim senhor, esta malta deve ter muito tempo em mãos.

Será que estes paladinos da justiça também se manifestam contra o “extermínio” de lêndeas e piolhos? (Quitoso, essa bomba atómica!) …E no que diz respeito ao extermínio de pragas domésticas como baratas, formigas e porque não os nosso veneráveis amigos roedores?! E quando é necessária controlar as pragas que destroem os seus amáveis e indispensáveis legumes?!

Gostaria igualmente de saber de que forma arguem os nossos amigos quando os cartazes que utilizam para esta tão nobre campanha provêm de árvores, activos florestais fundamentais e que devem ser preservados…E a energia e recursos que consumem os seus iPads, iPhones, tablets e outros gadgets quando se inebriam nesta admiráveis batalhas?!

Sou um acérrimo defensor dos direitos dos animais, da preservação das espécies e ecossistemas, da reciclagem e reutilização, da promoção do desenvolvimento sustentável. Sou também omnívoro, algo inerente à condição humana, o radicalismo na defesa do veganismo como algo de intelectualmente, ou melhor civilizacionalmente superior é algo patético, ridiculo. É um estilo de vida defensável como há certamente outros mas isso, como em tudo nesta vida, não deverá lugar a excessos, a extremismos que, isso sim, desviam a atenção de lutas efectivamente importantes.

Caracol, eu te saúdo mas no nosso Verão és Rei!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A Idade é só um número...Só não te digo é qual!


Diz-me que idade tens…De preferência que as contas batam certo ano após ano!

Há uma necessidade quase patológica em algumas pessoas de transmitirem a ideia de que são mais novas do que efectivamente são. Todos temos aquela amiga/o ou conhecido detentor de proeza assinalável de repetir a celebração do mesmo aniversário ano após ano. 

“Então não tinhas feito 30 há 2 anos? Ia jurar que já tínhamos estado a celebrar os teus 40!” 

O fenómeno atinge tais proporções que acredito que algumas pessoas, tão habituadas a dissimular, acabam mesmo por esquecer ou crer piamente que têm os anos de vida que afirmam ter…A confusão é de tal ordem que só uma consulta disfarçada ao cartão do cidadão dissipa todas as dúvidas, servindo como um “back to reality call”.

Desenganem-se porém aqueles que julgam que este é um fenómeno eminentemente feminino, não obstante a pressão social a que as mulheres estão sujeitas. Diria que estes “equívocos” distribuem-se de forma cada vez mais homogénea entre homens e mulheres, fruto de uma sociedade obcecada com a imagem e numa eterna busca pelo “elixir da juventude”.

Se por um lado é certo que ninguém se importa (pelo menos a partir dos 40) de passar por mais novo, por outro é algo cada vez mais ao nosso alcance. Não entrando em histerias ou comportamentos compulsivos, depende da maior parte de cada um de nos ter uma saúde e um aspecto cuidados, o que facilmente retirará aos olhos dos outros (e sobretudo aos nossos) dois, três ou mais anos do incessante bater dos ponteiros do relógio biológico. 

Há dentro deste fenómeno algo que sobejamente me diverte…Aqueles homens e mulheres que por força desta obsessão com a idade “disparam” um número completamente absurdo, dando-se de certa forma ao ridículo (Bolas com essa idade e estás assim! Pensamos para com os nossos botões) ao invés de assumirem sem rodeios os anos que na verdade têm…Por certo mais propenso a um “Olhe que está bastante bem!”

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Orgulhosamente em Desacordo!


“A minha pátria é a língua portuguesa” afirmava Pessoa…

Sou eminentemente contra o acordo ortográfico. Qual a razão que o preside excepto um aparente servilismo por demais enraizado na sociedade portuguesa...Como se não fora bastante já sermos economicamente colonizados! Isto tudo, claro, sob as vestes de uma pseudo promoção da lusofonia. 

A riqueza de uma língua faz-se pela sua diversidade e não pela imposição pela força de acordos políticos filtrados por meia dúzia de iluminados. 

A evolução da língua é algo que deve ser natural, não imposto, decurso da normal passagem do tempo. Há palavras que se perdem, vocábulos que se ganham, grafias que se alteram. Tem sido assim ao longo de séculos. 

Este acordo é, na minha opinião, desadequado, despropositado e, creio, inconsequente no objectivo que se pressupõe atingir. 

As línguas espanhola, americana, francesa, enunciando algumas, mantêm a sua influência sem que para tal tenha sido sequer congeminada a feitura de um acordo.

Imaginamos nós um americano impor a um inglês (ou ainda que vice-versa) a sua forma de escrever? Ou porque não um argentino a um espanhol? 

Para os acérrimos defensores do Acordo Ortográfico expliquem-me por favor, para além da questão da supressão das consoantes mudas (para mim graficamente atroz), o que leva por exemplo a passarmos a utilizar minúsculas ao invés de maiúsculas ao escrevermos os meses e estações do ano, os pontos cardeais? Que razão subjaz à eliminação de acentos agudos no ditongo “oi” em palavras graves, bem como dos acentos circunflexos nas formas verbais graves terminadas em “eem”? Porque escrevemos agora “pára e “para” da mesma forma, assim como “pêlo” e “pelo”? Que fizeram os “hífens” para merecem ser escorraçados?

Se estamos numa óptica de mero facilitismo e (pretensa) universalidade, porque não optarmos pela linguagem das sms ou virtual…É mais prática, poupa tempo e permite a qualquer ignorante passar por um utilizador intermédio. 

O certo é que continuaremos a ver escrever cada vez pior. Lamentável a enormidade dos erros que detectamos diariamente, ao qual não escapam sequer as publicações ditas referência….Agora sempre terão a desculpa de dizer...”Ah, sabe julgava que agora se escrevia assim com o acordo ortográfico!

quinta-feira, 14 de maio de 2015

A "Smart"Phone End of the World!


Nesta sociedade pretensamente "global" é cada vez maior o isolamento de cada um de nós. A dependência, a obsessão por estar permanentemente em contacto tornou-nos em verdadeiros zombies, fiéis e cegos discípulos de um Big Brother digital! Por vezes parece termos perdido o dom de viver a vida…Fotografámo-la, partilhamo-la, “postamo-la”. Qualquer dia soltaremos grunhidos ou um qualquer som gutural como forma de comunicar e o contacto visual será coisa do passado…Deixo-vos com uma humorada curta "Life Smartphone!"



Abstraindo-nos de quaisquer exageros, digam lá se de certa forma não nos revemos (ou ao mundo que nos rodeia) neste clip!