quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Os "inhos" e os "ões"



"Charity by Matteo Bertelli

Hoje estava eu no meu almoço low cost em plena Avenida da Liberdade (cerca de €4.00 com sopa, um salgado e salada de fruta…não tive direito a bife; mania das grandezas!) quando entra um senhor nos seus setenta anos que faz o seguinte pedido:

“Boa tarde menina queria uma sopinha, um preguinho, pode ser numa bolinha, e uma aguinha (…) o bifezinho bem passado por favor” (lá está, armado em fino, como diria a energúmena do Banco Alimentar, a Sra. Isabel Jonet (ou Xoné como li num blog).

Confesso que nunca fui grande fã desta mania muito portuguesa dos diminutivos, a qual até direi que por regra me causa alguma irritação. No entanto haverá nos tempos que correm vocabulário mais ajustado do que este? Por certo seria algo a merecer o alto patrocínio da Troika, do Governo e da distinta..cof cof…senhora que nos vem fazer uma amável visita na próxima segunda-feira. Uma querida esta Merkelzinha!

Concretizando, de facto hoje em dia temos os politicozinhos, os ordenadozinhos, os pobrezinhos, a vidinha, a felicidadezinha… sim que ouvi dizer que isto em excesso faz mal!

Mas como toda a moeda tem o seu reverso, os aumentativos também não devem ser esquecidos em tempos de crise. Assim temos os “corruptuzões”, os “aldrabazões”, os “esquemazões”, os “tachões”, os “cab…”, isto não olvidando os “mediocrezões”.

Em suma, mudam-se os tempos mudam-se os termos! E com esta vos deixo por hoje.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Proteger o Lobo Ibérico





O Centro de Recuperação do Lobo Ibérico (CRIL), único em Portugal, pode encerrar por falta de verbas para aquisição do terreno em Mafra onde se encontra.

É certo que esta notícia não será por certo a que mais nos choca quando nos deparamos diariamente com pessoas sem emprego, sem rendimentos, porque não dizer a passar fome. Porém não nos devemos, nem podemos esquecer que a protecção da biodiversidade, dos equilíbrios criados pela própria natureza, além de ser nossa responsabilidade é fundamental como garantia da nossa própria existência.

O Grupo Lobo, associação sem fins lucrativos dedicada à preservação do lobo ibérico e do seu ecossistema, corre o risco de perder os 17 hectares que albergam em Mafra oito exemplares desta espécie. A fundação suíça, Bernd Thies, proprietária do terreno, requereu em meados deste ano 154 mil euros pelo terreno da reserva, que desde há 25 anos é usado gratuitamente para o efeito.  

A primeira fase da campanha internacional online "NÃO DEIXE OS LOBOS SEM ABRIGO", que decorreu entre 25 de Julho e 28 de Setembro deste ano, reuniu uma soma de €47.689,41. A este montante acresceram os donativos enviados directamente ao Grupo Lobo, perfazendo um total de €68.000, montante suficiente para cobrir as duas primeiras prestações para a aquisição do terreno e os gastos da própria campanha.

Não obstante o bom trabalho feito até agora, é preciso mais. O Grupo Lobo tem cinco anos para reunir a quantia em falta e garantir o espaço determinante para a preservação da espécie.

Deixo-vos aqui um apelo. A todos os que poderem ajudar, não percam a oportunidade de o fazer. Encontrarão no portal do Centro de Recuperação do Lobo Ibérico várias formas de contribuir para esta causa:
  • Ligando para o número 760 450 044 (custo da chamada €0,60 + IVA);
  • Fazendo um donativo por transferência bancária;
  • Tornando-se sócio;
  • Apadrinhando um dos lobos (disponível quer para empresas, quer para individuais). Porque não uma prenda diferente para oferecer a alguém no Natal?
  • Visitando a reserva (custo máximo €5) ou mesmo organizando uma festa de aniversário no CRIL.

Para mais informações consulte o site: http://lobo.fc.ul.pt

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Baby Mop - Bebés Esfregona!

 

Já ouviram falar no "Baby Mop"? Não...? Basicamente é um fato para bebés em algodão (deixa cá arriscar um termo "técnico"...babygro, certo?) que vem munido nos braços e nas pernas de uma espécie de esfregonas para que os bebés possam ir limpando o chão enquanto gatinham.

Ora deixa cá ver...portanto temos uma roupa de bebé que absorve tudo o que é porcaria...Mas perdeu tudo o juizinho ou quê? 

O Baby Mop, comercializado online pela empresa BetterThanPants, tem feito furor nos EUA...surpresa! No entanto engane-se quem pense que isto é mais uma idiotice made in Uncle Sam. Pelo que consegui apurar esta estapafúrdia invenção já existe há alguns anos no Japão.

Será que estes paizinhos nunca ouviram falar em germes e bactérias? Isto já para não falar que mais parece um caso de trabalho infantil levada ao extremo. Santa idiotice!

A BetterThanPants afirma que o Baby Mop, além de ser óptimo para "queimar energia" e "tonificar os músculos", "ensina o seu bebé sobre a ética no trabalho desde cedo"...Perdão? Agora repita isso estando sóbrio

Bem, posso até concordar que hoje em dia as crianças são excessivamente protegidas. É verdade. Reza a história que em pequeno fui apanhado a comer bocadinhos de tijoleira da chaminé mas estou aqui para contar esse inusitado episódio... Agora promover conscientemente estes comportamentos nas crianças?! Enlouqueceu tudo de vez?

Que vem a seguir? Crianças na fase de aprender a andar com luvas e joelheiras especiais para limpar o pó e encerar o soalho? E porquê limitarmo-nos às crianças... O céu é o limite! Podemos equipar os velhinhos com andarilhos e pantufas aspiradoras, criar um atrelado corta-relva para os animais de estimação, fabricar roupa aderente para os sem-abrigo limparem o chão da cidade. É todo o mundo novo à nossa espera!

Uma coisa é certa, quando pensamos que a estupidez humana atingiu o seu limite lá vem mais um iluminado provar-nos o contrário. 


 

sábado, 3 de novembro de 2012

Temporada 200 - Episódio 1000!



Sabem qual é a maior diferença entre as séries de hoje e as de antigamente? Não...É que as séries de hoje em dia prolongam-se eternamente, arrastando-se artificialmente temporada após temporada. Nem o coelhinho da Duracell dura tanto!

Há uns anos a maior parte das séries terminava ao fim de duas ou três temporadas, o resto ficava à imaginação dos telespectadores. Claro que sempre houve aquelas que cresceram connosco, que atravessaram gerações mas na sua maior parte acabavam quando tinham que acabar. Hoje a maior parte das séries são ou com o tempo transformam-se em produtos sem identidade de consumo instantâneo. 

Hoje vale tudo para manter o interesse no produto, nem que para isso tenha que matar-se o elenco todo. Curioso é que são as ditas séries do "universo feminino" aquelas que mais sofrem. Já viram o último episódio de uma temporada da Anatomia de Grey ou das Donas de Casas Desesperadas? Meus Deus, aquilo é uma verdadeira mortandade. É o lunático sedento de vingança que desata aos tiros, é o avião que cai...Aquilo é potenciador do choradinho completo!

Eu que vejo assiduamente o "The Walking Dead" e o "Boardwalk Empire" começo a pensar que, em comparação, isto é para meninos! "Zombies e Máfia? Xi, onde é que tu andas? Diz-me lá se isso alguma vez tem o potencial sanguinário de um grupo de médicos ou de um bando de donas de casa em fúria...isto sim é uma carnificina!"

Mas nós nos fiquemos por aqui. É que mais do que uma forma desesperada que os guionistas encontraram para manter os telespectadores literalmente "ligados à máquina", está aqui uma verdadeira "mina de ouro" quando se trata de resolver diferendos contratuais:

"Ai queres sair da série? Tudo bem, sem ressentimentos, no próximo episódio preferes levar um balázio ou ser atropelado?" (quem sabe não vem já um formulário de escolha múltipla quando é assinado o contrato...); "Queres ganhar mais? Ui, nem vou discutir, arranja-se já aí uma doença terminal e patinas antes do fim da temporada!"

Ainda me espanto como é que estas séries não têm bolinha vermelha. Não só não têm, como ainda passam em horário nobre. É caso para dizer "There's no Business like Show Business!"


And now, a time for classics...5



 Simplesmente um dos melhores anúncios de sempre!