sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Fim do Mundo - The Australian Way!



“Caros cidadãos, o fim do mundo está a chegar", sentencia Julian Gillard, a primeira-ministra australiana. O calendário Maia estava certo!

Preparem-se para a invasão de hordas de zombies e criaturas diabólicas, para a mais malévola tortura ao som de “Oppa Gangnam Style” e demais hits da pop coreana.

Verídico? Não, apenas a constatação de alguém com o intelecto e poder de encaixe suficientes para alinhar numa brincadeira promovida pela rádio Triple J.


Será que em Portugal veriamos o Primeiro-Ministro ou o Presidente cometerem tal ousadia? Definitivamente não.

Primeiro, porque o cinzentismo e a mediocridade dos próprios aliada à seriedade do momento vivido desaconselhariam tal ventura. Segundo, porque já por si são verdadeiros arautos da desgraça, debitando sentenças de morte cada vez que abrem a boca. Qualquer piada alusiva ao Apocalipse só poderia teria ter uma de duas reacções:

  • De rejúbilo, porque ao menos acabavam-se os pacotes de austeridade;

  • De conformação, porque perante o abismo em que cada vez mais pessoas mergulham diariamente o Fim do Mundo parece coisa de crianças.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Fashion, Bugs & Skulls


Confesso que não percebo muito de moda. Tenho o meu próprio estilo, sei muito bem do que gosto mas não presto particular atenção às tendências. Por motivos profissionais durante a semana não me posso afastar de um certo formalismo ditado pelo uso do fato e gravata.

Sendo de certa forma um iletrado na área, devo dizer que tenho um particular pavor por aqueles que pensam que estar na moda é despejar todas as tendências de forma indiscriminada no seu visual diário. É um frenesim de riscas e padrões, um desastroso exercício de cor, o que dá azo a verdadeiros atentados visuais, por que não dizer a um freak show ambulante.

Hoje no entanto venho falar-vos de outro aspecto que me deixa muito curioso no mundo da moda e do qual os seus fieis seguidores não parecem abdicar.

Alguém me explica porque tão tenebrosos motivos como caveiras, serpentes, lagartos, aranhas, escorpiões e outros insectos são subitamente o último grito em roupa e acessórios? 


Há uns anos ligávamos estes motivos / símbolos a uma onda gótica, heavy metal ou a adornar um motoqueiro. Agora vê-los em meninas coquette ou muito pink é algo que confesso que me deixa com um semblante deverás divertido. Irónico quando a maior parte destas meninas daria o maior salto a ver um aranhiço à frente “ai que nojo!”, isto já para não falar da história das caveiras. Hoje damos por elas a usar expressões como “ai que caveira tão fofinha, é um amor. Adoro os brilhantes!”  ou  “este pendente em forma de escaravelho é um must”…It’s a strange world we’re living in!


As marcas referência não abdicam deles. Encontramo-los estampados na roupa e malas, a adornar ou na forma de colares, anéis, brincos, pendentes, broches (alfinetes de peito para não ferir susceptibilidades) e nos mais diversos tipos de acessórios. Pasme-se, como se isto não bastasse é impingido às “dóceis criaturas” a mais garrida e improvável palete de cores: É vê-los  em rosa choque, verde alface, azul-bebé, amarelinho, roxinho...Estão a ver bem o perigo que isto representa para festividades como o Halloween...já para não falar nos perversos efeitos sobre a indústria de filmes de Terror.

Está muito em voga no mundo da moda alguém referir-se a algo como sendo “the new black”. Não sou de intrigas mas parece-me que alguém levou este conceito demasiado à letra…




Fica uma última interrogação. Será que quem quiser optar por uma onda mais obscura terá que passar a ostentar joaninhas e passarinhos em alternativa? Face ao panorama actual este será porventura o futuro statement, a onda de rebeldia perante o mainstream.
 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Madonna - A Vóvó da POP?


Apesar da energia contagiante e da invejável forma física, Madonna ao que parece está demasiado velha. Este foi pelo menos o entendimento da ASA (Advertising Standard Authority), a autoridade britânica para a regulamentação da publicidade, no seguimento de uma queixa sobre um anúncio televisivo que a cantora fez para o vodka Smirnoff. Segundo a queixosa o vídeo encoraja os menores a beber. No entanto para a entidade reguladora a rainha do Pop, ou deverei dizer a “rainha-mãe” do Pop, é já demasiado entradota para corromper os mais jovens, pelo que não deu provimento à reclamação. A ASA, citada pelo The Sunday Times, afirma que os excertos de concertos, as danças e a banda sonora de Madonna explorados no anúncio “não têm especial eco junto dos mais jovens”. 


 E a rapariga que bem se esforçou na última tournée para mostrar o corpo...não há direito!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Vem aí a Troika! - O Jogo

















Hoje deparei-me com o genial jogo de tabuleiro “Vem aí a Troika. Uma bem-humorada “sátira da dinâmica de poder, pressão e influência, que dominam a vida de uma sociedade democrática”.  

O cenário é Portugalândia, “um país onde podem existir líderes corruptos e incompetentes, interesses financeiros obscuros e grupos de interesses que se estão nas tintas para o país, provocando a bancarrota do Estado e a vinda da Troika”. Segundo os criativos da empresa Tabletip Games “Qualquer semelhança com factos, entidades ou pessoas reais é mera coincidência”. Eu diria, neste caso ,que a ficção cada vez mais se confude com a realidade e porventura seja até bem mais lisonjeira em muitos casos.

No tapete do jogo cada jogador representa “um mais ou menos obscuro grupo de interesses que através de manipulação política, social e económica tenta ganhar poder, votos e dinheiro”. Segundo as regras sairá vencedor o jogador que acumular mais pontos criando a sua teia de influências, gerando consensos políticos, vencendo eleições, acumulando dinheiro e títulos de depósito em paraísos fiscais (offshores).

O jogo chega às lojas já esta 2ªfeira, dia 3 de Dezembro, e é por certo uma excelente sugestão de Natal. 

Quero dar os parabéns à empresa Tabletip Games e até lhes junto umas ideias, free of charge, para próximos lançamentos:

  • A Merkel manda (versão do popular o Rei manda / Simon says);

  • Traga-Cavaco (as pequenas bolinhas substituídas por mini bolos-rei);

  • “Quem é Quem” versão Processo Casa Pia (muito útil para ajudar as vítimas a melhor identificarem os seus alegados abusadores…tem bigode?...é careca?...usa boina?...);

  • O “Relvas” Sabichão (responde a tudo por equivalência);

  • Mikado para desempregados (com pontas mais afiadas consoante o grau de desespero);

  • Mini Batalha-Naval de Portas (jogo chega ao fim quando se afundam os 2 submarinos);

  • Tabuada do Gaspar (ao invés do simpático Ratinho);
 
  • Cluedo, edição "Quem roubou o dinheiro aos contribuintes?!"


Boa jogatana a todos!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Pisco-Fobia

 

Alguém me explica que compulsiva estupidez estará por trás do inexplicável divórcio entre os condutores portugueses e o pisca? 

  • Será algum trauma de infância envolvendo uma gambiarra de Natal? 

  • Uma surpreendente inaptidão motora que torna difícil a coordenação pedais, mudanças, volante, piscas?

  • Um fashion statement contra o piscar enfadonho e monocromático?

Adiante… Por mais imaginativos que pudéssemos procurar ser, tudo se resume no fim ao mais elementar primarismo e puro desrespeito pelos outros, infelizmente replicado em toda uma postura irresponsável perante a condução (porque não dizer, perante a própria vida). 

Meus caros aquela luzinha tem um intuito, não está lá por mera decoração, nem é de certeza mais “uma mariquice que se lembraram de inventar”. Como não somos todos adivinhos, nem prevemos o futuro, dá um jeitaço percebermos para onde o carro do lado decide ir (então nas rotundas é um mimo). Lamentavelmente nem o facto de ser um comportamento sancionado por lei parece dissuadir os mais idiotas.

Já dizia Einstein "Only two things are infinite, the universe and human stupidity, and I'm not sure about the former”.


 

domingo, 25 de novembro de 2012

Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres


Hoje, dia 25 de Novembro, assinala-se o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, um flagelo que continua a minar de forma intolerável a nossa sociedade dita "desenvolvida". Dura mas pragmática esta campanha da APAV, símbolo de que uma imagem vale mais do que mil palavras.


Porque somos todos filhos, pais, irmãos, maridos e namorados de alguém, é nosso dever enquanto homens não pactuarmos com esta situação e não permitirmos que o silêncio e a vergonha continuem a mascarar situações como estas.