domingo, 10 de fevereiro de 2013

Rihanna - "Nobody's Business"


You'll always be mine, sing it to the world
Always be my boy, I'll always be your girl
Nobody's business, ain't nobody's business
Ain't nobody's business,
But mine, and my baby

Assim canta o refrão da música "Nobody's Business", um dueto de Rihanna com o seu ex (ex?) Chris Brown no mais recente albúm "Unapolegetic", que tem passado em todas as rádios.

Todos nos recordamos das tristes imagens de uma Rihanna espancada pelo "apaixonado" Chris Brown em 2009 na véspera dos Grammys. Agora tudo são águas passadas, nada como umas "lambadas de amor" para manter viva a chama.

Não sendo de esperar que estas "divas de faz-de-conta" de hoje sejam um modelo de virtudes, pelo menos quem gere as suas carreiras deve ter a noção do impacto que estas músicas têm sobre os mais jovens e o decadente exemplo que é dado quando milhares de mulheres são vitimas diárias de violência doméstica, culminando em muitos casos na própria morte.

A música "perdoa" a criminosa cobardia de Chris Brown, conhecido por vários episódios de violência, e coloca uma desmiolada Rihanna a "zangar-se" contra o mundo e em particular os media por intrometerem-se nesta explosiva mistura de "Fairy Tale meets Fight Club". Numa palavra, vómito!

Não só é promovido de forma totalmente irresponsável este tipo de comportamentos como exalta-se ao silêncio das vítimas, numa sinistra interpretação do provérbio "entre marido e mulher não se mete a colher".

O crítico Randal Roberts do LA Times escreveu a propósito o seguinte:

"A love song, 'Nobody’s Business' is like a sad inversion of Sonny and Cher’s 'I Got You Babe.' Instead of singing about connection, true love and wanting to shout it to the world, the song features a convicted abuser and the woman he assaulted asking everyone to shut up and leave them alone."

Os casos de violência doméstica devem ser denunciados, por forma a pôr de vez estes cobardes na cadeia. 

Tendo duas irmãs tenha vergonha da sociedade em que vivemos, promovendo-se à custa de interesses meramente comerciais a promoção de conteúdos absolutamente hediondos.

Obviamente que não sou apologista da censura mas acho inacreditável toda a leviandade e impunidade com que "Nobody's Business" passa constantemente nas rádios, internet e televisão.

É este o exemplo que queremos dar aos nossos jovens? "All is Fair in Love and War?

Deixo-vos a música e digam-me de vossa justiça

sábado, 9 de fevereiro de 2013

"Os Fardinhas"




Ora bem, hoje venho falar-vos de uma espécie muito peculiar à qual simpaticamente dou o nome de “fardinhas”.

Os fardinhas são, nem mais nem menos, aqueles indivíduos que por usarem uma farda ou “aparência de farda” consideram que ficam munidos de uma pretensa autoridade.

Este comportamento é muito característico em seguranças, porteiros de discoteca mas também atinge por vezes contínuos de escolas, funcionários de repartições públicas, entre outros.

Noutros casos, sendo aí uma condicionante agravada, é diagnosticável em alguns polícias e militares, que dotados de facto de algum poder têm extrema dificuldade em lidar com este confundindo-o com fanfarronice. Esquecer-se-ão por certo que a autoridade que lhes é conferida tem por objectivo a protecção dos cidadãos e que isso acarreta uma grande responsabilidade.

Mas voltemos aos “fardinhas” na sua verdadeira acepção. 

Estou certo que todos vocês já tiveram alguns atritos ou altercações com estes seres. Todos nós passámos, sobretudo na adolescência, pelo escrutínio de uns tipos meio agorilados, geralmente vestidos de preto e cabelo curto, que entre grunhos e sons guturais ditavam se tínhamos o direito ou não de frequentar determinado espaço. 


Veja-se agora no Brasil a imbecilidade dos porteiros da discoteca Kiss, no estado do Rio Grande do Sul, que acharam que uma multidão em pânico e aos gritos era na verdade um grupo de caloteiros que queria sair sem pagar e por isso toca a barrar a entrada. Não sei se a estupidez resultou da inalação de fumos ou do cruzamento deste com os esteroides e outros anabolizantes. Apesar de haver responsáveis com muitos mais culpas no cartório, o comportamento criminoso destes indivíduos ajudou certamente a que mais de 240 jovens perdessem a vida.

Quanto aos seguranças, há sempre aqueles que se acham uma espécie de polícias ou Chuck Norris de trazer por casa, julgando na sua pequenez que as fardas lhes conferem algum título especial. Talvez esteja a ser injusto, não nos esqueçamos que a farda vem geralmente acompanhada de, tenham medo, um auricular…e uma lanterna…quiçá um apito! 

Acho mal que se faça isto, não é sério…Que se dê pelo menos aos rapazes uma pistola de água e umas algemas daquelas felpudas para que possam brincar ao faz-de-conta como deve ser.

Felizmente posso dizer que me cruzo com várias pessoas que não são assim e que tudo passa por uma questão de educação e respeito. Percebo que este tipo de funções possa por vezes ser ingrato mas isso não justifica qualquer comportamento desviante à realidade de que o seu lugar é de uma espécies de observadores / monitores e que para impor a autoridade há entidades com atribuições próprias para isso.

 
Para não dizer que estas “fardas” são uma capa que escondem um “grande nada”, era bom que quem contrata estas pessoas passe a ser mais exigente na hora de o fazer. Com números tão elevados de desemprego por certo não faltarão melhores candidatos, mesmo tendo em conta os vencimentos baixos.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Moscatel de Setúbal - "Sol em Garrafa"


Vale a pena ver este original vídeo promocional ao Moscatel de Setúbal da CVRPS*, que nos conta em pouco mais de dois minutos a História deste saboroso néctar.

O "sol em garrafa" como já lhe chamaram continua a ser um dos ex-libris da região de Setúbal, sendo reconhecido pela sua qualidade em todo o mundo.

Como apreciador confesso que sou, aconselho a quem nunca o experimentou que o faça. Convém escolher uma boa casa...e não me venham com o "moscatel" de Favaios.



Para quem quiser abrir um pouco mais os cordões à bolsa sugiro que enveredem por um Moscatel roxo, uma variedade mais rara,  vão ver que merece a diferença. Como diz um grande amigo meu "é como beber um bom whisky".

* Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A Cultura do Descartável



Antigamente as coisas eram feitas para durar, hoje para facturar.

A falta de qualidade é transversal e por demais evidente, seja nos automóveis, na roupa, nos eletrodomésticos, nos móveis ou na própria construção da casa.

Vivemos a era do plástico, do contraplacado, do descartável. São os tempos do "paga, usa e deita fora!" É a sociedade do consumo na sua plenitude. Irónico quando o momento é de poupar, de preservar.

Os fabricantes, movidos pela mais pura ganância, não olham a meios para atingir o lucro. O que é preciso é vender.

Transferem-se as fábricas para onde se pague menos, reduz-se a qualidade dos materiais, dá-se-lhes uma embalagem bonita. Embalagem essa que esconde no seu âmago um relógio de validade em acelerada contagem decrescente.

Os automóveis duravam uma vida. Passavam de pais para filhos, neles tínhamos as primeiras lições de condução. Hoje ao fim de quatro, cinco anos são uma fonte de problemas…quando não menos.

As casas eram sólidas, resistentes. Agora, ao fim do primeiro ano, mostram as primeiras rachas, as marcas de humidade, isto já para não falar da má insonorização e deficiente isolamento térmico.

Quanto à roupa, direi que por vezes mais se assemelha a um trapo velho depois da primeira utilização. E enganem-se aqueles que pensam que me refiro, em particular, às marcas no segmento de uma Zara ou de uma Pull & Bear. É por vezes nas marcas ditas “premium” que acabamos por encontrar os produtos de menor qualidade.

Os móveis façam-nos de esferovite, pelo menos entenderíamos a sua rápida degradação.

Não me posso esquecer da genial justificação de um técnico do IKEA que questionado sobre o lastimável estado de umas cómodas ao fim de poucos dias respondeu “Sabe, estes móveis têm dado problemas…é da humidade. Já montei uns na Quinta da Marinha e ficaram na perfeição!”…Palavras para quê?

Para além do tom jocoso da minha resposta “pois, imagino que vá lá muitas vezes…”, o resultado saldou-se na substituição, por mais de uma vez, das cómodas ou parte destas, sendo que ao fim de pouco mais de dois anos já têm um destino traçado…o LIXO!

A marca entrou na minha lista negra mas atenção…Nem sempre o caro é sinónimo de bom!

Em jeito de conclusão, a recomendação que vos faço é que se tiverem “antigo” estimem, reciclem, restaurem. Se, pelo contrário, optarem pelo “novo”…muito cuidado…pois arriscam-se a comprar gato por lebre.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Pipocas no Cinema...Sim ou Não?


Para os puristas do cinema como eu, todo o burburinho de fundo que por vezes se instala na sala é simplesmente desconcertante.

Não falando dos irritantes telemóveis que por vezes tocam, nas vozes que uma e outra vez excedem os decibéis recomendados, gostaria de saber qual é a vossa opinião sobre permitir ou não o consumo de pipocas durante a exibição do filme.

Sendo honesto, não nego que não saiba bem comer pipocas ou outros goodies durante o filme, em particular nos grandes blockbusters...O filme "pipoca" por excelência. 

O certo é que, sobretudo quando a sala está cheia, parece que por vezes estamos envolvidos por toda uma bateria de ruminantes, tal é o ruído. Direi que se perde de certa forma o elo de ligação com o filme, aquilo que na verdade nos levou a estar duas ou três horas do nosso tempo naquele local.

cinemas, especialmente os que passam os ditos filmes "fora do circuito comercial" que proíbem simplesmente a ingestão de quaisquer aperitivos ou bebidas. Pelo contrário, nas salas de cinema dos grandes shoppings, o barulho torna-se em muitos casos simplesmente ensurdecedor.

E vocês o que acham? Fico à espera do vosso comentário sobre esta "mini-polémica"...

Beijos e abraços

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Fosso dos Ursos


Esta é provavelmente a mais decadente e mórbida entrada de metro em Lisboa. É um facto que é um dos acessos do metro junto ao Jardim Zoológico mas houve por certo alguém que decidiu interpretar esse facto demasiado à letra. O resultado é a recriação de um ambiente dantesco que nos faz tristemente recordar os antigos fossos nos quais muitos animais eram literalmente despejados nos antigos parques, infelizmente uma prática ainda existente em alguns países.

A entrada exígua, a iluminação diminuta, a falta gritante de condições de higiene e segurança é intolerável num ponto  de acesso em que por certo passam mulheres e crianças diariamente.

Num momento em que os utentes do metro de Lisboa pagam cada vez mais por um serviço de progressiva menor qualidade, é justo que  se reveja o estado de alguns acessos e estações vetadas a um triste abandono.

Quanto a esta entrada em particular, das duas umas...ou se faz uma urgente intervenção ou mais vale encerrá-la de vez.



Convido-vos agora a deixarem o vosso testemunho e a denunciarem outras situações.

Obrigado e um bom fim-de-semana.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

TV Rural - O Regresso



A maioria parlamentar, PSD e CDS, fez aprovar na Assembleia da República uma resolução recomendado à RTP a emissão de um programa semanal dedicado à agricultura e ao mar, ao melhor estilo do histórico “TV Rural”. Ainda dizemos que estes malandros não produzem nada…que injustiça.


Ainda há dias, matutando sobre os problemas do País, pensei “epá o que fazia mesmo falta a este país era um boletim agrário, tudo o resto virá por acréscimo”…Parece que me leram os pensamentos!


De qualquer forma não percebo o porquê de tanta polémica criada em torno do “regresso” da “TV Rural”, se pensarmos bem já temos um canal dedicado à agropecuária sob o alto patrocínio do Estado…Não estão a ver…A ARTV é claro, o canal Parlamento.


Estarei a ser irónico? Não, pelo contrário, acho que o canal Parlamento com a “elevação” a que nos habituou é hoje em dia um fantástico canal didáctico para qualquer agricultor em potência. De nabos e burros aquilo está cheio (salvas as raras e cada vez mais escassas vozes integras que ainda persistem). A barulhada que por lá se ouve assemelha-se na maior parte das vezes a uma soma de grunhos, grasnos e cacarejos. E não nos esqueçamos do conteúdo e assertividade dos tópicos por lá debatidos…é que é um autêntico manual de aprendizagem rápida sobre produção de estrume, tão fulcral para a riqueza dos solos agrícolas.


Mas voltando ao “TV Rural” quem melhor do que o nosso “Paulinho das Feiras” para substituir o “saudoso” Eng. Sousa Veloso?


É certo que lhe faltam as suíças e sobrancelhas proeminentes e que precisa largar o sushi para engordar uns necessários quilos mas o amor à agricultura está lá.

O que o nosso Ministro dos Negócios Estrangeiro gosta de um bom mercado Hortofrutícola, a paixão que o homem nutre pela terra…notável!


Ironias à parte, não me tinha ocorrido até à data que Assembleia era o palco privilegiado para o debate das grelhas de programação da RTP e muito menos que coubesse ao poder político a competência e legitimidade para orientar as escolhas de uma televisão paga com dinheiro dos contribuintes, definindo a seu bel-prazer aquilo que se deve entender por serviço público.

 

Num momento em que o desemprego grassa e a miséria se instala será este um convite à agricultura de subsistência?

 

    

É caso para dizer...“despeço-me com amizade e até ao próximo programa”.