Parabéns Ruben Faria pela vitória na última etapa e pelo fantástico 2º lugar na classificação final. Ruben (nº11) surge aqui no pódio final em Santiago do Chile ao lado do grande vencedor e colega de equipa o francês Cyril Despres (5ª vitória). Fica a dúvida em saber onde poderia ter chegado se não tivesse tido que assumir o papel de "wingman" de Despres.
As minhas merecidas felicitações também para (nas motas) Hélder Rodrigues (por duas vezes 3º no Dakar mas que este ano se viu condicionado por problemas mecanicos, terminando no 7º lugar da geral), Paulo Gonçalves (10ºlugar. Três pilotos portugueses pela 1ª vez no Top-10. Notável!), o estreante Mário Patrão (4º nesta etapa e 30º da geral) e o veterano Carlos Sousa, 6º na classificação final nos carros.
Parabéns a estes extraordinários guerreiros, Portugal orgulha-se!
Mick Hucknall (a voz dos
Simply Red), Gabrielle Aplin e os Stereophonics estão entre os músicos que vão
recriar o álbum de estreia dos Beatles 'Please Please Me' nos míticos estúdios
Abbey Road no próximo dia 11 de Fevereiro.
Assinalando o 50º aniversário do álbum de estreia
dos famosos “4 de Liverpool”, os músicos convidados pela BBC para esta operação
especial (enquadrada no programa “The Golden Agen of the Album”) vão ter as
mesmas 12 horas que os Beatles então usaram para gravar este seu primeiro
disco. As 14 canções do alinhamento serão gravadas na mesma ordem em que foram
registadas.
Posso dizer-vos que no meu caso, apesar de não ser aquilo a que se posso chamar um "fã", tenho vindo a aprender a gostar dos Beatles à medida que os anos passam. Estarei por certo atento a esta iniciativa.
"Dopei-me
porque queria ganhar fosse como fosse", declarou um sério e de rosto
fechado Lance Armstrongna 1ª parte da entrevista exclusiva a Oprah. A lenda
cai assim por terra.
Lance Armstrong assumiu ter tomado EPO (eritropoietina, uma
substância que aumenta o nível de glóbulosvermelhos no sangue, elevando a
resistência ao exercício físico), bem como o recurso a transfusões desangue e
testosterona.
Confesso
que fui daqueles que manteve a crença em Armstrong até ao fim. Quis acreditar
na plenasuperação de um ser humano extraordinário que, contra todas a
probabilidades, venceu a própria morte,vindo a tornar-se num atleta de
eleição.
Uma lenda com direito a lugar próprio no Olimpo dos
escolhidos, ao lado de nomes como Muhammad Ali,Michael Jordan, Usain Bolt,
Michael Phelps, Roger Federer, Pelé, Michael Schumacher.
Uma história de coragem, ousadia e determinação para ser
contada, ao longo de gerações, de pais parafilhos, de avôs para netos.
Quis acreditar que as constantes acusações de doping que lhe
eram imputadas não eram mais quemesquinhos e cobardes ataques difamatórios,
fruto da inveja de alguns e de obscuros interessescorporativos.
Quando Armstrong decidiu não refutar as acusações da
Agência Norte-Americana Antidopagem(USADA), o que lhe valeu a retirada de
todos os títulos a partir de 1998 (incluindo as 7 vitórias no Tour deFrance),
não vi nesse comportamento um sinal de aceitação mas somente um gesto de
cansaço e/ou deindiferença após anos e anos de tantas batalhas numa cruel, e
nunca antes vista, “caça às bruxas”.
A desilusão que todos nós sentimos neste momento,
desportistas ou não, é algo que nos acompanhará parasempre. O mito da
superação, o espírito extraordinário de um guerreiro pela vida, um exemplo que
inspiroutantos outros, o legado que deixou na Livestrong, a Fundação que luta
por todos aqueles que sofrem com oterrível flagelo que é o cancro.
Irónico é o facto de estar a ver o filme Gladiador enquanto
escrevo esta crónica.
Duas perguntas me restam:
1. Quem seria Lance Armstrong sem o recurso a substâncias /
métodos dopantes?
Sem dúvida que Lance tinha todos os predicados para ser um
excelente atleta, quer a nível físico, quermental, desde logo pelo seu
indomável espírito. Porém, e apesar dos seus melhores resultados só teremsurgido
em 1998 depois do seu notável regresso, não nos esqueçamos que Lance havia sido
CampeãoAmericano e Mundial em 1993 (isto apesar de, como declara, ter
recorrido desde cedo a algunsexpedientes como a cortisona. O EPO viria mais
tarde).
Questionado sobre Oprah se seria humanamente possível
vencer consecutivamente 7 Voltas à França,Lance afirma simplesmente “Na minha
opinião não. Não naquela geração (…) não inventei a cultura masnão tentei
pará-la”. Elucidativo!
2. O que resta do homem?
"A culpa é minha. É uma grande mentira que repeti. A
história era tão perfeita e durou tanto tempo... Arecuperação da doença
(cancro), o recorde de vitórias na Volta à França, o casamento
notável...", admiteLance, deslumbrado e, de certa forma ultrapassado, pela
fama e aura de perfeição que erigiram à sua volta.
Lance tem a sua imagem irremediavelmente manchada. O melhor
ao qual pode aspirar será por certorecuperar a sua dignidade enquanto homem,
esperando que o tempo sare as muitas feridas abertas, nummelancólico mas suave
esquecimento.
A tarefa afigura-se bem complicada, quando é certo
que passará a lidar com constantes batalhas judiciaispromovidas por aqueles
que o condenavam, passando eles próprios, por o fazerem, à condição de réus naPraça Pública. Será alvo de investigação e perseguição pelas entidades
desportivas e governativas e porcerto pela longa lista de patrocinadores que
sempre o apoiaram. O carcere está longe de ser um cenáriofora de hipótese.
Numa espécie de redenção Armstrong declarou que caso a
USADA inicie um processo de investigação aomundo do ciclismo, assolado nos
últimos anos com vários escândalos de doping, ele será "o primeiro acolaborar".
Hoje será emitida a 2ª parte da entrevista. Por mim, apesar
de haver ainda muito a contar (nomeadamenteaté que ponto ia o envolvimento de
Lance num dos maiores esquemas de dopagem da História do Desportoou a sua
capacidade de influenciar outros ciclistas) o dossier está no essencial
encerrado. O ciclismo, esse,merece um novo campeão.
No dia em que Cavaco Silva promulgou a lei sobre a Reorganização Administrativa do Território das Freguesias, não podia deixar de me recordar deste clássico. Vamos perder muitos destes "meninos" é certo. Mas não se apoquentem que outros, aproveitando uma (pseudo) zona "cinzenta", vão fazer usodas novas circunscrições territoriais para prolongarem o seu "reinado".
O filme, que acabou de conquistar
o globo de ouro para melhor filme (categoria comédia ou musical), apresenta
predicados de peso. Começando pela adaptação em si de um dos grandes clássicos
da literatura universal (“Les Misérables” de Victor Hugo), à mega-produção
envolvida, passando por um elenco onde constam nomes como Russel Crowe, Hugh
Jackman e Anne Hathaway, ao consagrado realizador Tom Hooper (entre outros, “O
Discurso do Rei”) até ao facto de adorar filmes históricos, parecem estar reunidos
todos os motivos e mais alguns para me dirigir à sala de cinema mais próxima.
Todos, bem todos excepto um…silêncio
que estamos em momento de confissão…Eu simplesmente abomino musicais! Confesso
que me chateia vivamente estar a ver um filme e no momento em que as coisas
parecem começar a ficar interessantes o raio dos tipos começam-me a cantar!
Dei a oportunidade ao “Chicago”,
bom elenco e acção passada nos anos 30. Mal começavam a cantar e lá rezava eu
para que o filme acabasse depressa. E nem falemos do “Moulin Rouge” ou “Mamma
Mia”, a esses nem dei chance. Então no segundo caso…musical &
Abba…bah, simplesmente desumano.
Quando falamos em musicais vem-me
logo à memória o (infelizmente) intemporal “ Música no Coração”, razão
porventura da minha aversão aos filmes do género. Para os mais novinhos, deixem
que vos diga, nos anos 80 o filme passava mais vezes na televisão, sobretudo em
época natalícia, do que um “Sozinho em Casa” elevado ao cubo. Quando a
Julia Andrews começava a cantarolar o “Sound of Music” e o “Edelweiss” só pedia
que viesse uma avalanche ou que a nossa amiga caísse pelo raio dos Alpes
abaixo.
Bem, adiante, voltemos aos
Miseráveis e à minha dúvida pseudo-existencial…Devo ou não ver o filme? Posso
dizer-vos que já assisti ao trailer e alguns excertos do filme. Primeiro vi uma
Anne Hathaway a cantar, e diga-se bastante bem, uma versão do “I dreamed a dream”
que parecia funcionar sobretudo como pano do fundo numa sucessão fantástica de
imagens. Até aí nenhum problema mas depois quando vi o Hugh Jackman e o Russel
Crowe a “cantar..?!” a coisa começou a dar para o torto. Quais dois canastrões...
Bem, talvez esteja a ser
mauzinho, mas enquanto decido se dou ou não uma oportunidade ao filme, não vou
por certo perder o “Lincoln” de Steven Spielberg e o “Django Unchained” do inconfundível
Tarantino, dois dos meus realizadores preferidos. Provavelmente também caberá
na lista o “Argo” de Ben Affleck, vencedor surpresa do globo de ouro para o
melhor filme na categoria Drama. Prova também que Affleck é sem dúvida mais
talhado para a realização do que para as lides de actor.
E vocês, já viram ou vão ver alguns
destes filmes? Qual é a vossa expectativa?
Hoje é dia de clássico na Luz,
Benfica e Porto disputam aquele que promete ser um duelo intenso ao longo dos
90 minutos.
Numa casa que se espera cheia,
águias e dragões lutam pelo primeiro lugar, num campeonato cada vez mais a
dois.
O clássico Benfica-Porto encerra
em si mais do que um mero jogo de futebol, embora na verdade a normal
rivalidade que possa existir entre Norte e Sul, Porto e Lisboa, é muito mais
empolada por discursos regionalistas bacocos e falsos divisionismos do que
propriamente por questões de fundo.
Em nada se pode comparar um
Benfica-Porto à dimensão e contexto sócio-político de um Real Madrid –
Barcelona. Não há igualmente quaisquer clivagens históricas e religiosas que assistem
a um Celtic de Glasgow (católicos) - Glasgow Rangers (protestantes e unionistas).
Munidos de um discurso populista,
porque não dizer incendiário, certos dirigentes e agentes desportivos tornaram
uma rivalidade que deveria ser resolvida no tapete verde do jogo numa
verdadeira batalha de ódios primários que em nada contribui para a beleza do
espectáculo e, pelo contrário, acarreta em si comportamentos hediondos daqueles
que se deixam contagiar por estas pseudo-querelas e divisionismos de algibeira.
Confesso que como Benfiquista
ferrenho que sou tenho um particular “desencanto” pelo Porto clube, não cidade
nem, em regra, as suas gentes. Como lisboeta também que sou cria-me uma certa
ira ouvir papaguear expressões abjectas como “Nós só queremos ver Lisboa a
arder”. No entanto há que ser superior a isto e entender que em jogo nada mais
está do que uma partida de futebol e que depois do apito final do árbitro tudo
volta à normalidade.
O meu desejo é por isso que o
jogo se dispute num ambiente de respeitosa rivalidade, que se assista a uma boa
partida e, sem falsas demagogias, que vença o Benfica.
Este é o controverso e desolador resultado do
primeiro retrato oficial de Kate Middleton, a Duquesa de Cambridge, da autoria
de Paul Emsley, em que a bela e jovial princesa mais parece uma entradota
senhora com saudades de tempos áureos.
É verdade que a beleza não prima em Terras de Sua
Majestade, sendo a família real disso (em regra) um bom exemplo. Será que foi por compaixão / solidariedade que
Paul Emsley decidiu retratar de tão funesta forma a bonita Catherine ou terão
sido mesmo ordens da Casa Real para que a imagem não destoe em muito da Real fealdade?
A chuva de críticas não se tem feito esperar,
pelo que o trabalho de Emsley tem sido alvo dos mais duros reparos:
O Daily Telegraph, por exemplo,
escreve que a Duquesa de Cambridge "É conhecida pela sua energia juvenil, mas o
retrato mostra uma Kate mais madura".
Já o The Guardian vai bem mais
longe, sendo que a sua especialista em arte decidiu fazer uma cruel analogia, titulando
o artigo de “Kate’s Portrait – Straight from
the Twilight Franchise” (A popular saga sobre vampiros “Crepúsculo”). “A primeira coisa que chama a atenção no
rosto de Middleton, à medida que emerge da aura sepulcral do seu primeiro
retrato oficial, são os olhos mortos", remata a autora.