sábado, 19 de janeiro de 2013

Parabéns aos nossos Heróis no Dakar


Parabéns Ruben Faria pela vitória na última etapa e pelo fantástico 2º lugar na classificação final. Ruben (nº11) surge aqui no pódio final em Santiago do Chile ao lado do grande vencedor e colega de equipa o francês Cyril Despres (5ª vitória). Fica a dúvida em saber onde poderia ter chegado se não tivesse tido que assumir o papel de "wingman" de Despres.



As minhas merecidas felicitações também para (nas motas) Hélder Rodrigues (por duas vezes 3º no Dakar mas que este ano se viu condicionado por problemas mecanicos, terminando no 7º lugar da geral),  Paulo Gonçalves (10ºlugar. Três pilotos portugueses pela 1ª vez no Top-10. Notável!), o estreante Mário Patrão (4º nesta etapa e 30º da geral) e o veterano Carlos Sousa, 6º na classificação final nos carros.

Parabéns a estes extraordinários guerreiros, Portugal orgulha-se!

The Beatles - "Please, Please Me" revisitado




Mick Hucknall (a voz dos Simply Red), Gabrielle Aplin e os Stereophonics estão entre os músicos que vão recriar o álbum de estreia dos Beatles 'Please Please Me' nos míticos estúdios Abbey Road no próximo dia 11 de Fevereiro.


Assinalando o 50º aniversário do álbum de estreia dos famosos “4 de Liverpool”, os músicos convidados pela BBC para esta operação especial (enquadrada no programa “The Golden Agen of the Album”) vão ter as mesmas 12 horas que os Beatles então usaram para gravar este seu primeiro disco. As 14 canções do alinhamento serão gravadas na mesma ordem em que foram registadas. 
 

Posso dizer-vos que no meu caso, apesar de não ser aquilo a que se posso chamar um "fã", tenho vindo a aprender a gostar dos Beatles à medida que os anos passam. Estarei por certo atento a esta iniciativa.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Lance Armstrong - A Lenda Cai por Terra


"Dopei-me porque queria ganhar fosse como fosse", declarou um sério e de rosto fechado Lance Armstrong na 1ª parte da entrevista exclusiva a Oprah. A lenda cai assim por terra.

Lance Armstrong assumiu ter tomado EPO (eritropoietina, uma substância que aumenta o nível de glóbulos vermelhos no sangue, elevando a resistência ao exercício físico), bem como o recurso a transfusões de sangue e testosterona.

Confesso que fui daqueles que manteve a crença em Armstrong até ao fim. Quis acreditar na plena superação de um ser humano extraordinário que, contra todas a probabilidades, venceu a própria morte, vindo a tornar-se num atleta de eleição.

Uma lenda com direito a lugar próprio no Olimpo dos escolhidos, ao lado de nomes como Muhammad Ali, Michael Jordan, Usain Bolt, Michael Phelps, Roger Federer, Pelé, Michael Schumacher.

 

Uma história de coragem, ousadia e determinação para ser contada, ao longo de gerações, de pais para filhos, de avôs para netos.

Quis acreditar que as constantes acusações de doping que lhe eram imputadas não eram mais que mesquinhos e cobardes ataques difamatórios, fruto da inveja de alguns e de obscuros interesses corporativos.

Quando Armstrong decidiu não refutar as acusações da Agência Norte-Americana Antidopagem (USADA), o que lhe valeu a retirada de todos os títulos a partir de 1998 (incluindo as 7 vitórias no Tour de France), não vi nesse comportamento um sinal de aceitação mas somente um gesto de cansaço e/ou de indiferença após anos e anos de tantas batalhas numa cruel, e nunca antes vista, “caça às bruxas”.  

A desilusão que todos nós sentimos neste momento, desportistas ou não, é algo que nos acompanhará para sempre. O mito da superação, o espírito extraordinário de um guerreiro pela vida, um exemplo que inspirou tantos outros, o legado que deixou na Livestrong, a Fundação que luta por todos aqueles que sofrem com o terrível flagelo que é o cancro.

Irónico é o facto de estar a ver o filme Gladiador enquanto escrevo esta crónica.

Duas perguntas me restam:

1. Quem seria Lance Armstrong sem o recurso a substâncias / métodos dopantes?

Sem dúvida que Lance tinha todos os predicados para ser um excelente atleta, quer a nível físico, quer mental, desde logo pelo seu indomável espírito. Porém, e apesar dos seus melhores resultados só terem surgido em 1998 depois do seu notável regresso, não nos esqueçamos que Lance havia sido Campeão Americano e Mundial em 1993 (isto apesar de, como declara, ter recorrido desde cedo a alguns expedientes como a cortisona. O EPO viria mais tarde).

Questionado sobre Oprah se seria humanamente possível vencer consecutivamente 7 Voltas à França, Lance afirma simplesmente “Na minha opinião não. Não naquela geração (…) não inventei a cultura mas não tentei pará-la”. Elucidativo!

2. O que resta do homem?

"A culpa é minha. É uma grande mentira que repeti. A história era tão perfeita e durou tanto tempo... A recuperação da doença (cancro), o recorde de vitórias na Volta à França, o casamento notável...", admite Lance, deslumbrado e, de certa forma ultrapassado, pela fama e aura de perfeição que erigiram à sua volta.

Lance tem a sua imagem irremediavelmente manchada. O melhor ao qual pode aspirar será por certo recuperar a sua dignidade enquanto homem, esperando que o tempo sare as muitas feridas abertas, num melancólico mas suave esquecimento.

A tarefa afigura-se bem complicada, quando é certo  que passará a lidar com constantes batalhas judiciais promovidas por aqueles que o condenavam, passando eles próprios, por o fazerem, à condição de réus na Praça Pública. Será alvo de investigação e perseguição pelas entidades desportivas e governativas e por certo pela longa lista de patrocinadores que sempre o apoiaram. O carcere está longe de ser um cenário fora de hipótese.

Numa espécie de redenção Armstrong declarou que caso a USADA inicie um processo de investigação ao mundo do ciclismo, assolado nos últimos anos com vários escândalos de doping, ele será "o primeiro a colaborar".


Hoje será emitida a 2ª parte da entrevista. Por mim, apesar de haver ainda muito a contar (nomeadamente até que ponto ia o envolvimento de Lance num dos maiores esquemas de dopagem da História do Desporto ou a sua capacidade de influenciar outros ciclistas) o dossier está no essencial encerrado. O ciclismo, esse, merece um novo campeão.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Eu é que Sou o Presidente da Junta...


 (fotografia escolhida ao acaso)

No dia em que Cavaco Silva promulgou a lei sobre a Reorganização Administrativa do Território das Freguesias, não podia deixar de me recordar deste clássico. Vamos perder muitos destes "meninos" é certoMas não se apoquentem que outros, aproveitando uma (pseudo) zona "cinzenta", vão fazer uso das novas circunscrições territoriais para prolongarem o seu "reinado".




terça-feira, 15 de janeiro de 2013

"Os Miseráveis"...A dúvida!



Ver ou não ver “Os Miseráveis”…Eis a questão?


O filme, que acabou de conquistar o globo de ouro para melhor filme (categoria comédia ou musical), apresenta predicados de peso. Começando pela adaptação em si de um dos grandes clássicos da literatura universal (“Les Misérables” de Victor Hugo), à mega-produção envolvida, passando por um elenco onde constam nomes como Russel Crowe, Hugh Jackman e Anne Hathaway, ao consagrado realizador Tom Hooper (entre outros, “O Discurso do Rei”) até ao facto de adorar filmes históricos, parecem estar reunidos todos os motivos e mais alguns para me dirigir à sala de cinema mais próxima. 


Todos, bem todos excepto um…silêncio que estamos em momento de confissão…Eu simplesmente abomino musicais! Confesso que me chateia vivamente estar a ver um filme e no momento em que as coisas parecem começar a ficar interessantes o raio dos tipos começam-me a cantar!


Dei a oportunidade ao “Chicago”, bom elenco e acção passada nos anos 30. Mal começavam a cantar e lá rezava eu para que o filme acabasse depressa. E nem falemos do “Moulin Rouge” ou “Mamma Mia”, a esses nem dei chance. Então no segundo caso…musical ­­­­­& Abba…bah, simplesmente desumano.


Quando falamos em musicais vem-me logo à memória o (infelizmente) intemporal “ Música no Coração”, razão porventura da minha aversão aos filmes do género. Para os mais novinhos, deixem que vos diga, nos anos 80 o filme passava mais vezes na televisão, sobretudo em época natalícia, do que um “Sozinho em Casa” elevado ao cubo. Quando a Julia Andrews começava a cantarolar o “Sound of Music” e o “Edelweiss” só pedia que viesse uma avalanche ou que a nossa amiga caísse pelo raio dos Alpes abaixo.


Bem, adiante, voltemos aos Miseráveis e à minha dúvida pseudo-existencial…Devo ou não ver o filme? Posso dizer-vos que já assisti ao trailer e alguns excertos do filme. Primeiro vi uma Anne Hathaway a cantar, e diga-se bastante bem, uma versão do “I dreamed a dream” que parecia funcionar sobretudo como pano do fundo numa sucessão fantástica de imagens. Até aí nenhum problema mas depois quando vi o Hugh Jackman e o Russel Crowe a “cantar..?!” a coisa começou a dar para o torto. Quais dois canastrões...



Bem, talvez esteja a ser mauzinho, mas enquanto decido se dou ou não uma oportunidade ao filme, não vou por certo perder o “Lincoln” de Steven Spielberg e o “Django Unchained” do inconfundível Tarantino, dois dos meus realizadores preferidos. Provavelmente também caberá na lista o “Argo” de Ben Affleck, vencedor surpresa do globo de ouro para o melhor filme na categoria Drama. Prova também que Affleck é sem dúvida mais talhado para a realização do que para as lides de actor.


E vocês, já viram ou vão ver alguns destes filmes? Qual é a vossa expectativa?

domingo, 13 de janeiro de 2013

Benfica-Porto




Hoje é dia de clássico na Luz, Benfica e Porto disputam aquele que promete ser um duelo intenso ao longo dos 90 minutos.


Numa casa que se espera cheia, águias e dragões lutam pelo primeiro lugar, num campeonato cada vez mais a dois. 


O clássico Benfica-Porto encerra em si mais do que um mero jogo de futebol, embora na verdade a normal rivalidade que possa existir entre Norte e Sul, Porto e Lisboa, é muito mais empolada por discursos regionalistas bacocos e falsos divisionismos do que propriamente por questões de fundo.


Em nada se pode comparar um Benfica-Porto à dimensão e contexto sócio-político de um Real Madrid – Barcelona. Não há igualmente quaisquer clivagens históricas e religiosas que assistem a um Celtic de Glasgow (católicos) - Glasgow Rangers (protestantes e unionistas).


Munidos de um discurso populista, porque não dizer incendiário, certos dirigentes e agentes desportivos tornaram uma rivalidade que deveria ser resolvida no tapete verde do jogo numa verdadeira batalha de ódios primários que em nada contribui para a beleza do espectáculo e, pelo contrário, acarreta em si comportamentos hediondos daqueles que se deixam contagiar por estas pseudo-querelas e divisionismos de algibeira.


Confesso que como Benfiquista ferrenho que sou tenho um particular “desencanto” pelo Porto clube, não cidade nem, em regra, as suas gentes. Como lisboeta também que sou cria-me uma certa ira ouvir papaguear expressões abjectas como “Nós só queremos ver Lisboa a arder”. No entanto há que ser superior a isto e entender que em jogo nada mais está do que uma partida de futebol e que depois do apito final do árbitro tudo volta à normalidade.


O meu desejo é por isso que o jogo se dispute num ambiente de respeitosa rivalidade, que se assista a uma boa partida e, sem falsas demagogias, que vença o Benfica.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Kate...Middleton?!



Este é o controverso e desolador resultado do primeiro retrato oficial de Kate Middleton, a Duquesa de Cambridge, da autoria de Paul Emsley, em que a bela e jovial princesa mais parece uma entradota senhora com saudades de tempos áureos.


É verdade que a beleza não prima em Terras de Sua Majestade, sendo a família real disso (em regra) um bom exemplo. Será que foi por compaixão / solidariedade que Paul Emsley decidiu retratar de tão funesta forma a bonita Catherine ou terão sido mesmo ordens da Casa Real para que a imagem não destoe em muito da Real fealdade?


A chuva de críticas não se tem feito esperar, pelo que o trabalho de Emsley tem sido alvo dos mais duros reparos:


O Daily Telegraph, por exemplo, escreve que a Duquesa de Cambridge "É conhecida pela sua energia juvenil, mas o retrato mostra uma Kate mais madura".


Já o The Guardian vai bem mais longe, sendo que a sua especialista em arte decidiu fazer uma cruel analogia, titulando o artigo de “Kate’s Portrait – Straight from the Twilight Franchise” (A popular saga sobre vampiros “Crepúsculo”). “A primeira coisa que chama a atenção no rosto de Middleton, à medida que emerge da aura sepulcral do seu primeiro retrato oficial, são os olhos mortos", remata a autora.


E vocês o que acham?