sábado, 24 de maio de 2014

Votar...Um Direito ou um Dever?


Votar é um direito ou um dever? A obrigatoriedade ou não do voto é um tema recorrente na antecâmara de cada novo acto eleitoral, não merecendo infelizmente uma discussão séria e aprofundada nos tempos que lhe seguem.

A verdade é que é cada vez maior o distanciamento dos cidadãos da participação activa no sistema democrático, patente em elevadas taxas de abstenção, ainda mais sendo o tema as eleições europeias, porventura por  falta de uma consciência, de uma identidade europeia ou a mera dimensão da mesma.  

Para mudar esta realidade os partidos políticos em nada colaboram. Da esquerda à direita, as agendas políticas e discursos que antecedem este acto eleitoral cingem-se à dimensão  interna, aos problemas vistos a partir daqui do burgo, procurando fazer-se destas eleições pouco mais do um “tomar o pulso” ao ambiente político-partidário do momento, castigando-se ou beneficiando-se uma força política ou outra consoante o momentum.

Porque este problema não é só português, multiplicam-se nos vários países europeus as campanhas de sensibilização contra a abstenção. É o caso da Dinamarca onde foi divulgado um sui generis vídeo que apelava à participação dos cidadãos nas próximas eleições…Apresento-vos o Voteman, um improvável e ousado “super-herói” sempre à caça dos abstencionistas mais incautos.

Com um ar de um feroz membro de um gang de motards, rodeado de mulheres nuas e não hesitando em fazer uso da violência, Voteman acabou por ser retirado de circulação pelas entidades oficiais face à ampla polémica nas redes sociais. 



O próprio presidente do Parlamento dinamarquês, Mogens Lykketoft, viu-se obrigado a vir a público pedir desculpas.
 


Quanto à questão de fundo, a obrigatoriedade ou não do voto, sou apologista do que o mesmo mais do que um direito consubstancia um dever de cidadania, uma obrigação para com o colectivo, para com o bem comum, pelo que não me choca que se tornasse obrigatório.

Votem em A ou em B…Votem em C, D ou E mas votem, no limite nem que seja branco ou nulo! A pura abstenção assemelha-se mais a um dirimir de responsabilidades, a manifesta negligência ou desinteresse e não a uma intencional demonstração de descontentamento.

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