quinta-feira, 10 de julho de 2014

Dar Gorjeta...Opção ou Dever?



Uma das primeiras cenas do icónico “Reservoir Dogs” de Tarantino (Cães Danados) retrata uma hilariante e pertinente discussão sobre dar gorjetas, para quem sabe uma verdadeira instituição na América.

Mr. Pink (“Mr. Pink sounds like Mr. Pussy. How 'bout if I'm Mr. Purple?”), Steve Buscemi no seu melhor, ilumina-nos com um “I don't tip because society says I have to. All right, if someone deserves a tip, if they really put forth an effort, I'll give them something a little something extra. But this tipping automatically, it's for the birds. As far as I'm concerned, they're just doing their job”, uma divagação que quase equivale a pecado de tão enraizada que está este hábito na sociedade americana.

Se em restaurantes, cafetarias e afins os 10% ou 12% de gorjeta não vierem já incluídos na conta a pagar, é esperado que se desembolse esse valor, num comportamento quase automático.


Não indo tão longe quanto Mr. Pink, o certo é que concordo que o dar gorjeta só faz sentido quando o serviço prestado é realmente muito eficaz, seja pela simpatia e profissionalismo empregues, ou quando se vai mesmo para além do expectável. Dar gorjeta só por dar é algo que não sigo e questiono.

Se por o lado não o faço só porque sim ou porque é socialmente esperado, também é certo que sou o primeiro a avançar quando alguém realmente merece, seja uma empregada de restaurante, um bagageiro de hotel ou mesmo um taxista…Embora neste caso a gorjeta para alguns devesse ser uma paulada pela chico-espertice mas há excepções e (felizmente) mais do que se julga.
 
E vocês, qual a vossa opinião a este respeito?

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