terça-feira, 14 de janeiro de 2014

WORKLANDIA


Bonecos, bonecada, peluches, imanes, bolas anti-stress, fotos da família, do gato e do periquito, desenhos dos filhos, citações famosas e 1001 mandamentos de auto-ajuda…Devemos ter objectos pessoais no local de trabalho? 

Confesso que aqui sou um pouco tirano da limpeza e da organização, partindo de uma concepção minimalista e de certa forma austera do local de trabalho, a menos que trabalhemos numa Google, Apple ou outras empresas e/ou profissões de carácter eminentemente criativo.

Se por um lado os intitulados gurus do bem-estar e praticantes do Feng Shui proclamam bem alto a personalização do local de trabalho como factor de equilíbrio e de maior produtividade (de forma moderada é certo), por outro são cada vez mais as empresas que proíbem expressamente o polvilhar das secretárias, cubículos e gabinetes com um sem fim de artigos pessoais, naquilo que conotam negativamente como uma extensão do “home sweet home”, considerando que transmitem um imagem desmazelada e pouco profissional, para além de constituírem factores de distracção não só para os envolvidos como para outros colegas. É a foto da filha mais velha que ganhou um prémio na escola, as fotos paradisíacas do Verão passado, os bonecos das séries e filmes de culto, as canecas personalizadas, a peluchada múltipla…


Claro que podemos sempre apostar no mote “less is more” e a “chave é a moderação” mas reconheço que, por norma, admitindo um apontamento pontual, faz-me uma tremenda confusão ver certas secretárias ou mesmo gabinetes que parecem ter sofrido uma mega explosão de “fofice” (lamechice será porventura melhor termo) e de toda uma inimaginável colecção de objectos de diferentes cores e feitios.

As próprias fotos de família a terem espaço, só de forma discreta e de certa forma camufladas entre livros ou em segundo plano para quem tem gabinetes de trabalho individuais.


O local de trabalho deve ser uma extensão de nós próprios, concordo, mas deve sê-lo, neste caso, na sua dimensão profissional e mais séria. 
E vocês, o que acham? Tolerância plena? Moderação no equilíbrio entre objectos pessoais e ferramentas de trabalho ou simples proibição?


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