sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Lisboa Limpa


Hoje ao sair do Metro deparei-me com um outdoor em que um cartoonizado Vasco Santana lançava um “Cocós há muito seu palerma”, apelando ao bom senso dos donos de cães na hora de limpar os dejectos deixados pelo fiel amigo. Uma verdadeira praga citadina da qual quase todos nós já fomos vítimas e não me venham com aquela de que o pisar a dita cuja da sorte!

Depois de uma rápida pesquisa deparei-me com a original e divertida campanha da Câmara Municipal de Lisboa (CML) sob o mote “Não há volta a dar. Se quer Lisboa limpa, ponha o lixo no lugar”, que visa a limpeza da cidade e o envolvimento da população.

A campanha evoca Vasco Santana, Beatriz Costa e António Silva, figuras incontornáveis do cinema português e da História da própria capital.

Em curtos spots publicitários recriam-se versões em banda desenhada de tiradas intemporais de filmes como “O Pátio das Cantigas” e a “Canção de Lisboa”, alertando para temas centrais como a redução da produção de resíduos, a limpeza da cidade e a reciclagem:

“Ó Evaristo, faz menos lixo!”

“Se fui eu que atirei o lixo para o chão, que me cortem a cabeça!”

“Cocós há muitos seu palerma”

“Ai ponha, ponha aqui o seu lixinho…bem separado isso é o ideal”

A mensagem inerente a estes divertidos spots, por mais simples que pareça ser, faz todo o sentido numa altura em que o civismo e o respeito para com o outro parecem estar em desuso.

Quero deixar os meus parabéns à CML pela iniciativa e à BBZ, agência responsável pela campanha, que nos mostra que há bons publicitários entre uma certa mediocridade que se parece querer instalar.

A campanha estará disponível em diversos formatos e plataformas: Facebook; site institucional; YouTube; Vimeo; Spots nos vídeo painéis / écrans espalhados pela cidade; Intranet da CML; sites das juntas de freguesia; Spots de TV e Rádio.

Em paralelo, serão desenvolvidas acções junto da comunidade escolar, juntas de freguesia, associações locais e moradores, bem como a população flutuante (estudantes, trabalhadores, turistas).

Cabe-nos agora a nós dar uma nova dimensão ao epíteto “Cidade Branca” que merece a nossa bela capital.








 

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