sábado, 11 de maio de 2013

Esplanadas - Smoke'R'Us!



(cartoon por Luís Veloso)

Chega o bom tempo e com ele nada como desfrutar de uma bebida refrescante numa esplanada  ao fim-de-semana ou depois de uma jornada de trabalho...Para quem trabalha no centro de Lisboa como eu, os quiosques da Avenida da Liberdade são um óptimo retiro.



O problema é que, já não bastasse a poluição existente, vemo-nos ameaçados de todos os lados por densas nuvens de fumo….As esplanadas tornaram-se o spot de eleição para os fumadores.



As restrições (tardias) ao consumo de tabaco em espaços fechados foram um importante passo, ainda que pouco ambicioso, rumo ao respeito pela saúde dos não fumadores que, contra a sua vontade, eram transformados em chaminés (passivas). Qualquer par de horas passado num bar ou discoteca era o equivalente aos efeitos de um pico de poluição em Shangai. Tresandávamos a fumo e a roupa acabava de imediato na máquina de lavar…imagine-se os efeitos sobre o organismo.



Hoje em dia conseguimos livrar-nos um pouco desta tortura olfacto-poluitiva, embora ainda haja muito a fazer. Não querendo ser radical, sou pela proibição total de fumar em espaços fechados, à semelhança do que já sucede noutros países. Veja-se o exemplo da Irlanda (epá já pareço o Passos Coelho), conhecido pela sua cultura de Pubs e tempo chuvoso. Não foi isso que condicionou a proibição e, diga-se, com fiscalização à altura. Por cá não falta quem contorne a lei (com extractores, em boa parte dos casos sem capacidade ou desadequados ao espaço) ou simplesmente se marimbe para ela.



Posto isto, o que fazer com a questão dos espaços públicos abertos? Deverá avançar-se igualmente no sentido da proibição ou obrigar os espaços a terem zonas distintas?



Se no caso das esplanadas poderá passar pela segunda possibilidade, isto se for feito de uma  forma séria, há outros espaços abertos como estádios e outras áreas de desporto e lazer em que o tabaco deve simplesmente ficar à porta.



Qual é a vossa opinião?

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