terça-feira, 16 de abril de 2013

Boston - Maratona de Terror




Foi com tristeza e estupefacção que vivi ontem as notícias de mais um cobarde atentado, desta vez em plena maratona de Boston, que vitimou três pessoas, entre elas uma criança de 8 anos, momentos após ter abraçado o pai na linha de chegada. A mãe e a irmã estão internadas em estado crítico. 

Entre os perto de 150 feridos, pelo menos 17 encontram-se em estado grave, como o caso de dois irmãos de 31 e 33 anos que assistiam serenamente à corrida.

Os “corajosos” energúmenos carregaram os explosivos com rolamentos, pregos e estilhaços de metal, multiplicando-se por isso os casos de amputações e cortes profundos.

Conheci Boston no Verão de 1994 e guardo as imagens de uma cidade calma, segura, repleta de espaços verdes e uma soberba oferta cultural nos seus imensos museus, exposições a animação de rua.

Recordo-me de uma cidade de pessoas simpáticas, prestáveis, com um nível cultural médio elevado (não fosse o local onde está sedeado Harvard), naquela que pode ser designada nos seus comportamentos e costumes como a “cidade mais europeia dos Estados Unidos”.

O terrorismo é uma ameaça global e o seu maior trunfo é a cultura de medo que nos acorda violentamente de tempos a tempos com ataques como o de ontem. Sabemos que vai acontecer, só não sabemos o "onde" e o "quando".

Não vou entrar por certo no  diapasão que certo tipo de pessoas gosta de entoar nestes momentos, que “todos os dias há atentados e não se vê uma indignação na opinião pública e nos media como sucede quando há um atentado contra interesses europeus ou americanos….há cidadãos de primeira e de segunda”. Para mim um atentado é um atentado, independentemente de ser na Europa, EUA, Iraque ou na Conchichina.

Somos por natureza associativos e cultivamos uma certa cultura de identificação com o que nos é mais próximo,  pelo que é natural que certos atentados nos causem um maior alerta e choque imediato do que outros. Mas isso não invalida nem diminui o mesmo sentimento de revolta que sentimos quando vemos ataques hediondos contra alvos civis, vitimas indefesas alheias a qualquer conflito político, militar ou ideológico. Talvez estejamos menos susceptíveis, mais frios é um facto mas isso também se deve à injecção diária de acontecimentos semelhantes em determinadas partes do mundo que são debitadas diariamente em qualquer espaço informativo.

Quero deixar o meu sentido voto de pesar a todos aqueles que sofrem diariamente com a infâmia destes actos perpetrados por cobardes, onde quer que se encontrem. Que se faça justiça!

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