De forma meio envergonhada os anúncios de Natal
já vinham fazendo a sua aparição mas mal dispararam as primeiras horas de
Novembro e o burburinho virou som ambiente. Bem-vindos ao Natal Comercial 2013!
O Natal é sem dúvida uma das minhas épocas
preferidas do ano. No meio de muita hipocrisia encapotada e da febre consumista
consegue ainda assim descobrir-se a magia do espírito natalício. Uma renovada
lufada de bondade e fraternidade que preenche os nossos corações num dos meses
mais frios do ano.
Hoje Lisboa (e por certo o resto do País) acordou
numa mini-Lapónia, tantos eram os pais natais, renas e pinheiros que foram
surgindo ao longo do dia.
Montam-se as decorações de rua, embelezam-se as
montras, anunciam-se as primeiras promoções. Primeiro sinal surgiu na rádio com
um anúncio de eletrodomésticos. Nas grandes superfícies já está (quase) tudo
montado, nem faltam os sacos temáticos.
O poder de compra esse está mais depauperado do
que um pinheiro de Natal por alturas de Janeiro mas as prendas continuarão a
ser o ponto alto da consoada de muitos lares, porque a carteira serve muitas vezes de de veículo de desculpas, de forma de compensação.
Não serei hipócrita ao ponto de dizer que não
gosto de receber prendas, quem não gosta? Mas cabe a cada um de nós dizer e
sobretudo demonstrar que o Natal é muito mais do que isso.
Concordo plenamente. As pessoas esqueceram qual o verdadeiro valor do Natal, que deveria ser uma época de entreajuda sobretudo na conjuntura que vivemos para passar a ser apenas mais uma data comercial em que tal como dizes "a carteira serve muitas vezes de de veículo de desculpas, de forma de compensação.". Too Sad :(
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