sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

TV Rural - O Regresso



A maioria parlamentar, PSD e CDS, fez aprovar na Assembleia da República uma resolução recomendado à RTP a emissão de um programa semanal dedicado à agricultura e ao mar, ao melhor estilo do histórico “TV Rural”. Ainda dizemos que estes malandros não produzem nada…que injustiça.


Ainda há dias, matutando sobre os problemas do País, pensei “epá o que fazia mesmo falta a este país era um boletim agrário, tudo o resto virá por acréscimo”…Parece que me leram os pensamentos!


De qualquer forma não percebo o porquê de tanta polémica criada em torno do “regresso” da “TV Rural”, se pensarmos bem já temos um canal dedicado à agropecuária sob o alto patrocínio do Estado…Não estão a ver…A ARTV é claro, o canal Parlamento.


Estarei a ser irónico? Não, pelo contrário, acho que o canal Parlamento com a “elevação” a que nos habituou é hoje em dia um fantástico canal didáctico para qualquer agricultor em potência. De nabos e burros aquilo está cheio (salvas as raras e cada vez mais escassas vozes integras que ainda persistem). A barulhada que por lá se ouve assemelha-se na maior parte das vezes a uma soma de grunhos, grasnos e cacarejos. E não nos esqueçamos do conteúdo e assertividade dos tópicos por lá debatidos…é que é um autêntico manual de aprendizagem rápida sobre produção de estrume, tão fulcral para a riqueza dos solos agrícolas.


Mas voltando ao “TV Rural” quem melhor do que o nosso “Paulinho das Feiras” para substituir o “saudoso” Eng. Sousa Veloso?


É certo que lhe faltam as suíças e sobrancelhas proeminentes e que precisa largar o sushi para engordar uns necessários quilos mas o amor à agricultura está lá.

O que o nosso Ministro dos Negócios Estrangeiro gosta de um bom mercado Hortofrutícola, a paixão que o homem nutre pela terra…notável!


Ironias à parte, não me tinha ocorrido até à data que Assembleia era o palco privilegiado para o debate das grelhas de programação da RTP e muito menos que coubesse ao poder político a competência e legitimidade para orientar as escolhas de uma televisão paga com dinheiro dos contribuintes, definindo a seu bel-prazer aquilo que se deve entender por serviço público.

 

Num momento em que o desemprego grassa e a miséria se instala será este um convite à agricultura de subsistência?

 

    

É caso para dizer...“despeço-me com amizade e até ao próximo programa”.

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